Teu súdito, pois, se apresenta
Para que saibas que tal o é
E, por mais insólito que possa ser
O sendo é que sua alegria se faz alegria
Que sua retórica se desfaz
Sua dialética se confunde
E minha poesia volta a se fazer
De (por) amor
Como o arauto que transfigurando um poeta
Anuncia o que talvez possa ser seu fim.
No entanto,
Se tua ira é a da justiça,
Teu reino a de ser o do coração
E perdoarás esse plebeu (seguro estou)
Que em meus sonhos vislumbra
A ti, harmônica qual o poema
Entre estrelas e rubis,
Nobreza e simplicidade,
Sapiência.
Implacável, nesse amor que me arrebata
Violento, sem razão
Pelos campos , vago. Andarilho.
Pastor de idéias, passo as luas a pensar em ti.
Me imagino teu escravo
A conduzir tua liteira
Ou às vezes uma esteira
Onde possas repousar.
Ocupando teus espaços
Vejo-me, às vezes, o ar
Que respiras, que te nutre.
Tua vida. Água pura. Meu sonhar.
Teu sonhar, minha ousadia
Tua vida, tudo o que quero
Como é sentar lado a lado
Contigo nesse trono, hoje ilusão
Um dia, certeza tenho, realidade.
Alteza, ouso então me apresentar
Para teu príncipe ser
Pois já és minha princesa.
terça-feira, 17 de março de 2009
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