segunda-feira, 4 de maio de 2009

Sobre Algumas das Formas em que Dou Forma a meu Amor por ti

Te beijo em forma de poema
Te abraço sob a forma de canção
E assim vou metendo agrados
Para te agradar
Para te gradecer
Para te agraciar
Em infindáveis tipos e formas de formas em que moldo,
Enformo, dou forma aos carinhos que te dedico.

E uma vez, depois que de meu coração os desinforno,
Te os informo
Através de letras, de sons
De mídias
Por onde eu, anacrônico a essas coisas de tecnologia que sempre fui,
Jamais pensei transitar
Mas nas quais onde hoje me faço fluente andarilho,
Cibernético Eqüeco
Por ver, também nelas,
Formas de te agradar

Mas nenhuma dessas formas,
Informa cada pedaço de meu corpo,
Forma tão cheia maré de felicidade
E a cada parte de eu corpo inunda
Mareia tanto meus olhos
Ou me aproxima mais de minha alma
Quanto o roçar de tua pele na minha
De teus pelos nos meus
Quanto o invadir com o meu teu corpo
Fazendo com que viajes por galáxias que jamais sequer sonhastes
Com que eu me sinta o mais dócil dos bárbaros
Pois me declaras,
Possuída em teus delírios,
O mais poderoso dos viventes
O ser de luz que te traz à vida
E que dela sem qualquer remorso ou pesar te leva
Fazendo com que aches que tanto faz morrer
Se a morte te chegar
Junto a mim
Junto ao prazer que com o corpo de um
Ao corpo do outro ofertamos

Insaciáveis desejos
Indeléveis sensações
Indescritíveis momentos
Impensável ter sentido a vida
Ou valia o verbo felicidade
Sem te ter comigo para o resto dos meus dias,
Minha Chele,
Meu amor

Ton Neumann

Sobre Outras Formas de Poesia

Reclamas
Que já há dez dias
Não te escrevo poemas de amor.

Então te olho com a complacência
Com que se olha para uma criança arteira que não compreende que está a fazer artes
E porque, de fato, és criança,
Te atento para o fato que há dez dias escrevo poemas em teu corpo
Faço de nosso amor uma forma de arte
E te me despejo em poemas
Pelos teus ouvidos em juras de amor eterno
Pela tua boca
Por tuas entranhas
Pelas entradas que se traduzem em bandeiras
Na bandeira deste amor que empunhamos pelos dias
No eterno desbravar de teu corpo
A cada manhã em que começamos o dia a fazer amor

Há dez dias,
Sem que saibas,
Também escreves lindos poemas sobre o corpo meu
Poetiza dessabida e talentosa que és,
Que vai do lírico ao concreto
Com total domínio das artes:
Da poesia
E do amor

Minha menina arteira
Poetiza mor de minha vida
Alegria de todos os meus dias
Dona de meu coração,
Mulher amada,
Mais que tudo por mim amada,
Minha Chele,
Meu amor.


Ton Neumann
 
  • ArrudA
  • CeciLia