<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3504897643134249743</id><updated>2011-07-19T00:35:05.440-03:00</updated><category term='Poesia'/><category term='São João Ubaldo Ribeiro'/><title type='text'>Aprendiz de Gente:   Blog do Ton Neumann</title><subtitle type='html'>Espaço pessoal, destinado a reflexões, poesias, artigos livres, imagens, fotos e comentários de minhas viagens pelo mundo, letras de música (minhas e de outros compositores), trocas de impressões e o que mais me aprouver.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://tonneumann.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3504897643134249743/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tonneumann.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Ton Neumann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15823789921959307263</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>42</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3504897643134249743.post-5428537390921446047</id><published>2011-07-19T00:29:00.002-03:00</published><updated>2011-07-19T00:35:05.756-03:00</updated><title type='text'>Sobre meu Retorno</title><content type='html'>Mana e Beto, amados meus, amigos de toda a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabo de escrever esse texto e quero compartir com vocês em primeira mão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É muito significativo para mim. É muito significativo comparti-lo com os dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me sinto agraciado por tê-los em minha vida, irmãos paridos pelo amor que nos dedicamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bjs aos dois, carinho, nessa noite fria,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ton&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                Sobre meu Retorno&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim. Sim. Sim. Definitivamente, sim. Escrevo porque preciso. E nem sempre que preciso consigo. E por vezes preciso, consigo e mesmo assim me recuso. Por que escrever é doar de si e há momentos na vida em não me posso doar, não tenho como forçar. Preciso consumir minha própria escrivinhação e nela me consumir, nutrir-me dela e permitir que de mim ela se nutra. Há quase dois anos não publico. Não que nesse tempo não tenha escrito, não tenha composto, não tenha criado. Mas não quis fazer para ninguém que não fosse absolutamente para mim mesmo. Lutei pela vida, senhores. Literalmente lutei pela vida. Estive perto da morte. Arrancaram-me um pedaço das tripas. Levaram junto três tumores. Imaginam poesia mais concreta do que essa? Poesia feita de vísceras, de tumores, de pólipos, de merda, de ameaça de morte. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que me pergunto agora é que tumores hei de ter extirpado da alma, se é que algum o fiz? Que tipo de gente sou eu ao sobreviver a minha própria miséria? À doença pérfida forjada por meu próprio corpo.  Serei melhor que a merda expulsa violentamente de minhas tripas antes que me abrissem como quem carneia um boi? Que lição ou doutores tumores hão de me haver ensinado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não esse não é um texto amargo de regresso à comunicação com quem quer que seja que tenha a caridade de me ler. É apenas o texto que pode escrever quem encarou a morte com um sorriso nos lábios como um ingênuo que desconhecia o que se passava consigo. É um texto de dúvida sobre o merecimento da celebração da volta a vida. Que tipo de criatura serei eu daqui para a frente. Essa é a questão. O que terá a proximidade da morte me ensinado para que eu presenteie a vida? Esse é o fato que impõe que eu volte a escrever algo que queira publicar. Um desejo imenso de me submeter em vida e letras à devassa de quem se arvore meu inquisidor ou se ofereça meu companheiro de indagações e descobrertas. A única certeza que trago é que a melhor versão de Torquemada será exercida por mim mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como na sala de cirurgia, onde me cortaram a carne e onde acordei depois de tantas horas, ainda sem saber de fato o que havia acontecido comigo, eu me arregaço a alma sem anestesia. Sois vós, leitor, meu cirurgião. Sua crítica o bisturi. Sim, eu escrevo porque preciso. E porque tenho necessidades diferentes escrevo de formas e por motivos diferentes. Estou certo que um dia lerão produções desses quase dois anos em que não publiquei e, provavelmente, há menos que lhes conte, o que lerão será haverá de ter sido um dia o cibo que me susteve para que me mantivesse de alguma forma lúcido. E vivo. E me nutrindo aos poucos como um náufrago encontrando depois de semanas no mar. Para que conseguisse voltar a me entender e me percebesse no silêncio da produção não compartida. Compus para viver e para tal vivi. Num ciclo esquizofrênico, alheio ao mundo, alheio às cobranças de novos escritos, distante de tudo que não significasse caminho a minha reconstrução. À compreensão da minha própria identidade que se refazia. Não há maior coragem do que a de enfrentar a própria fraqueza, a própria miséria. Não há maior coragem do que aceitar o desafio de um processo de reconstrução a partir do que sobrou de nós mesmos depois que a vida devastou um boa parte de nós. Depois que sentimos o frio do indescritível bafo da morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, eu escrevo porque preciso. E hoje precisei escrever para voltar ao convívio de quem deseja me ler. Precisei escrever para cruzar a fronteira que me tira do exílio, que me afasta do convívio de vós, que me arranca dos braços da solidão que é saber que não estou sendo lido. Durante meu período de afastamento escrevi e consumi solitário. Para viver. Escrevo, agora, como sempre antes fiz, para viver convosco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mim mesmo, antes que qualquer o faça, me dou as boas vindas. À vida. Ao mundo. À poesia. Ao sacro ofício de escrevinhar. E que eu possa me reinventar a cada dia um ser humano melhor. Humano; mas melhor. Que eu não desista nunca de ser o que até hoje consegui: um aprendiz de gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim. Sim. Sim. Definitivamente, sim. Escrevo porque preciso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;                                                                       Ton Neumann&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                                       06 – 07 - 2011&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3504897643134249743-5428537390921446047?l=tonneumann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tonneumann.blogspot.com/feeds/5428537390921446047/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3504897643134249743&amp;postID=5428537390921446047' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3504897643134249743/posts/default/5428537390921446047'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3504897643134249743/posts/default/5428537390921446047'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tonneumann.blogspot.com/2011/07/sobre-meu-retorno.html' title='Sobre meu Retorno'/><author><name>Ton Neumann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15823789921959307263</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3504897643134249743.post-7271998017444525806</id><published>2009-10-09T10:34:00.000-03:00</published><updated>2009-10-09T10:35:21.766-03:00</updated><title type='text'>Sobre a Despedida do Poeta que Até Hoje Sempre me Habitou</title><content type='html'>Me pediste que escrevesse um poema dizendo o quanto te amo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E porque meu hábito sempre foi te agradar,&lt;br /&gt;Fazer de tudo para provocar em ti esse sorriso&lt;br /&gt;Que em mim outro sempre resultou&lt;br /&gt;Correndo vim, atrás de contemporâneas, digitais penas e papiros&lt;br /&gt;(porque melhor cai aos românticos romantizar cenários)&lt;br /&gt;Confiante de que neles deitaria versos para te encantar&lt;br /&gt;Como desde a primeira vez em que te vi&lt;br /&gt;Virou meu vício&lt;br /&gt;Momento de prazer supremo&lt;br /&gt;Me entregar ao sacrifício&lt;br /&gt;O sacro&lt;br /&gt;O sagrado ofício&lt;br /&gt;De descortinar a constelação de estrelas que sempre brilhou em teu rosto&lt;br /&gt;A cada nova estrofe que com teus olhos devoravas&lt;br /&gt;Causando em mim a sensação de herói&lt;br /&gt;De Deus, ainda que não seja&lt;br /&gt;Blasfemo mundano, que na realidade sou&lt;br /&gt;Bardo apaixonado&lt;br /&gt;Minha vida só encontrou sentido&lt;br /&gt;Quando destinada foi a te escrever e te entregar poemas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas sinto muito&lt;br /&gt;Muito mesmo, amada minha&lt;br /&gt;Muito mais do que tu possas imaginar&lt;br /&gt;Porque é sofrido é por demais&lt;br /&gt;Admitir o quanto ao passo que os sentimentos cambiam&lt;br /&gt;Nosso talento, até fenecer, definha&lt;br /&gt;E tenho que admitir, em minha suprema incompetência&lt;br /&gt;Que não sou mais capaz de te escrever poemas de amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falhei, amada&lt;br /&gt;Não posso mais ser teu poeta&lt;br /&gt;Não posso mais te encantar&lt;br /&gt;Não tenho mais talento para tal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não porque não mais te mais ame&lt;br /&gt;Não porque não sejas a suprema musa que um poeta possa ter&lt;br /&gt;Não porque não sejas cada vez mais a razão dos meus dias&lt;br /&gt;Ao contrário&lt;br /&gt;A ausência de poemas, a partir de hoje&lt;br /&gt;É a maior das provas da existência e da grandeza desse amor&lt;br /&gt;Amor esse tão supremo e lindo&lt;br /&gt;Que nenhuma poesia&lt;br /&gt;Que eu ou outro homem jamais pudesse lavrar&lt;br /&gt;Seria capaz de descrever&lt;br /&gt;O verdadeiro milagre que o teu chegar provocou em minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, a partir de hoje&lt;br /&gt;Não mais poeta&lt;br /&gt;Não mais bardo&lt;br /&gt;Não mais cantor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas teu homem&lt;br /&gt;Teu marido&lt;br /&gt;Teu amor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não mais poemas&lt;br /&gt;Não mais versos&lt;br /&gt;Não mais cantigas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa poesia, a partir de hoje, se fará de vida&lt;br /&gt;E é com as tintas do amor&lt;br /&gt;Que haveremos de grafar nos dias&lt;br /&gt;A mais linda história que a um homem e uma mulher foi reservada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, nunca mais te escreverei poemas&lt;br /&gt;Se é que acreditas&lt;br /&gt;Minha Chele&lt;br /&gt;Meu amor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ton Neumann&lt;br /&gt;São Sebastião do Rio de Janeiro&lt;br /&gt;Aos nove dias do mês de outubro de 2009&lt;br /&gt;A esperar tua chegada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3504897643134249743-7271998017444525806?l=tonneumann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tonneumann.blogspot.com/feeds/7271998017444525806/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3504897643134249743&amp;postID=7271998017444525806' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3504897643134249743/posts/default/7271998017444525806'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3504897643134249743/posts/default/7271998017444525806'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tonneumann.blogspot.com/2009/10/sobre-despedida-do-poeta-que-ate-hoje.html' title='Sobre a Despedida do Poeta que Até Hoje Sempre me Habitou'/><author><name>Ton Neumann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15823789921959307263</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3504897643134249743.post-5918432901372747223</id><published>2009-09-28T08:23:00.000-03:00</published><updated>2009-09-28T08:24:46.404-03:00</updated><title type='text'>Para que Saibas</title><content type='html'>Não há qualquer demérito no que te revelo&lt;br /&gt;Qualquer falta de reconhecimento ou motivo sobre tuas qualidades&lt;br /&gt;Que são tantas e incomensuráveis...&lt;br /&gt;Também isso não há&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há ainda razões para que se zangue,&lt;br /&gt;Ou desconfie que é menor esse amor maior que nutro por ti&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas para ser fiel a verdade&lt;br /&gt;Devo dizer que não te escolhi&lt;br /&gt;Tampouco o fez meu coração,&lt;br /&gt;Esse velho companheiro&lt;br /&gt;Ornado por cicatrizes tão explícitas de amores do passado,&lt;br /&gt;Cúmplice de lágrimas de dores de perdas&lt;br /&gt;Parceiro de infortúnios&lt;br /&gt;Que eu já julgava inválido&lt;br /&gt;Moribundo&lt;br /&gt;Sem porquê&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, mulher minha&lt;br /&gt;Não te escolhemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi com encanto e surpresa&lt;br /&gt;Que vimos esse amor nascer dentro de nós&lt;br /&gt;Sem que nada se houvesse a sobre ele explicar, explicitar, teorizar, buscar razão&lt;br /&gt;Apenas te olhei e entendi que te amava&lt;br /&gt;Que dentro de mim havia brotado o verdadeiro amor que desde que me dei por mim desejei&lt;br /&gt;Que não me sentia mais só no mundo&lt;br /&gt;Que não aceitava mais conduzir meu corpo,&lt;br /&gt;Há tanto tempo já tão sem vida,&lt;br /&gt;Sem a luz tua que me devolveu os e aos dias&lt;br /&gt;Desde a primeira vez em que te vi&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu já sabia que existias&lt;br /&gt;Por que sabia que um amor&lt;br /&gt;Havia de estar reservado para mim&lt;br /&gt;Que não era direito que Deus me condenasse a deixar esse corpo&lt;br /&gt;Sem provar da maravilha&lt;br /&gt;Que é estar dentro do teu&lt;br /&gt;Acordar ao teu lado&lt;br /&gt;Sorver teus múltiplos licores pela noite a fora&lt;br /&gt;Sentir tuas coxas enrolarem-se nas minhas pelas madrugadas&lt;br /&gt;Gozar do sono profundo e tranqüilo&lt;br /&gt;Que usufruem os amantes&lt;br /&gt;Ao dormir tocando aquele que amam&lt;br /&gt;Depois de entregarem-se à exaustão àqueles a quem descobrem posseiros de seu corpo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, eu não te escolhi.&lt;br /&gt;Quando me dei por conta&lt;br /&gt;Esse amor já me habitava&lt;br /&gt;Mais do que isso&lt;br /&gt;Passou a ser a própria razão para que voltasse a crer que vale a pena viver&lt;br /&gt;A descobrir minha missão&lt;br /&gt;Que outra não é, senão&lt;br /&gt;Que se me dar a ti por todos os dias e noites&lt;br /&gt;Através de meu cuidado a tudo que a ti diz respeito&lt;br /&gt;De meu me entregar&lt;br /&gt;Do resenhar do roteiro dos dias que haveremos de juntos&lt;br /&gt;Um ao outro cevar&lt;br /&gt;Do parir de cada manhã&lt;br /&gt;Por que depois que nos tivemos um nos braços do outro&lt;br /&gt;Passamos a ser nós que determinamos o tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não te escolhi, meu amor&lt;br /&gt;Não és mais uma das nefastas histórias de perda de meu coração&lt;br /&gt;Teu amor se apoderou de mim&lt;br /&gt;Sem pedidos de licença,&lt;br /&gt;Sem reservas,&lt;br /&gt;Sem pudores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso eu sou teu homem&lt;br /&gt;Por isso é minha mulher&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nem mesmo a morte há de nos separar&lt;br /&gt;Minha Chele,&lt;br /&gt;Meu amor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3504897643134249743-5918432901372747223?l=tonneumann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tonneumann.blogspot.com/feeds/5918432901372747223/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3504897643134249743&amp;postID=5918432901372747223' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3504897643134249743/posts/default/5918432901372747223'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3504897643134249743/posts/default/5918432901372747223'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tonneumann.blogspot.com/2009/09/para-que-saibas.html' title='Para que Saibas'/><author><name>Ton Neumann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15823789921959307263</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3504897643134249743.post-3948899746210773950</id><published>2009-05-04T11:11:00.001-03:00</published><updated>2009-05-04T11:13:50.727-03:00</updated><title type='text'>Sobre Algumas das Formas em que Dou Forma a meu Amor por ti</title><content type='html'>Te beijo em forma de poema&lt;br /&gt;Te abraço sob a forma de canção&lt;br /&gt;E assim vou metendo agrados&lt;br /&gt;Para te agradar&lt;br /&gt;Para te gradecer&lt;br /&gt;Para te agraciar&lt;br /&gt;Em infindáveis tipos e formas de formas em que moldo,&lt;br /&gt;Enformo, dou forma aos carinhos que te dedico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E uma vez, depois que de meu coração os desinforno,&lt;br /&gt;Te os informo&lt;br /&gt;Através de letras, de sons&lt;br /&gt;De mídias&lt;br /&gt;Por onde eu, anacrônico a essas coisas de tecnologia que sempre fui,&lt;br /&gt;Jamais pensei transitar&lt;br /&gt;Mas nas quais onde hoje me faço fluente andarilho,&lt;br /&gt;Cibernético Eqüeco&lt;br /&gt;Por ver, também nelas,&lt;br /&gt;Formas de te agradar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nenhuma dessas formas,&lt;br /&gt;Informa cada pedaço de meu corpo,&lt;br /&gt;Forma tão cheia maré de felicidade&lt;br /&gt;E a cada parte de eu corpo inunda&lt;br /&gt;Mareia tanto meus olhos&lt;br /&gt;Ou me aproxima mais de minha alma&lt;br /&gt;Quanto o roçar de tua pele na minha&lt;br /&gt;De teus pelos nos meus&lt;br /&gt;Quanto o invadir com o meu teu corpo&lt;br /&gt;Fazendo com que viajes por galáxias que jamais sequer sonhastes&lt;br /&gt;Com que eu me sinta o mais dócil dos bárbaros&lt;br /&gt;Pois me declaras,&lt;br /&gt;Possuída em teus delírios,&lt;br /&gt;O mais poderoso dos viventes&lt;br /&gt;O ser de luz que te traz à vida&lt;br /&gt;E que dela sem qualquer remorso ou pesar te leva&lt;br /&gt;Fazendo com que aches que tanto faz morrer&lt;br /&gt;Se a morte te chegar&lt;br /&gt;Junto a mim&lt;br /&gt;Junto ao prazer que com o corpo de um&lt;br /&gt;Ao corpo do outro ofertamos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Insaciáveis desejos&lt;br /&gt;Indeléveis sensações&lt;br /&gt;Indescritíveis momentos&lt;br /&gt;Impensável ter sentido a vida&lt;br /&gt;Ou valia o verbo felicidade&lt;br /&gt;Sem te ter comigo para o resto dos meus dias,&lt;br /&gt;Minha Chele,&lt;br /&gt;Meu amor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ton Neumann&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3504897643134249743-3948899746210773950?l=tonneumann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tonneumann.blogspot.com/feeds/3948899746210773950/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3504897643134249743&amp;postID=3948899746210773950' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3504897643134249743/posts/default/3948899746210773950'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3504897643134249743/posts/default/3948899746210773950'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tonneumann.blogspot.com/2009/05/sobre-algumas-das-formas-em-que-dou.html' title='Sobre Algumas das Formas em que Dou Forma a meu Amor por ti'/><author><name>Ton Neumann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15823789921959307263</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3504897643134249743.post-7763851963165808235</id><published>2009-05-04T11:09:00.000-03:00</published><updated>2009-05-04T11:10:53.970-03:00</updated><title type='text'>Sobre Outras Formas de Poesia</title><content type='html'>Reclamas&lt;br /&gt;Que já há dez dias&lt;br /&gt;Não te escrevo poemas de amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então te olho com a complacência&lt;br /&gt;Com que se olha para uma criança arteira que não compreende que está a fazer artes&lt;br /&gt;E porque, de fato, és criança,&lt;br /&gt;Te atento para o fato que há dez dias escrevo poemas em teu corpo&lt;br /&gt;Faço de nosso amor uma forma de arte&lt;br /&gt;E te me despejo em poemas&lt;br /&gt;Pelos teus ouvidos em juras de amor eterno&lt;br /&gt;Pela tua boca&lt;br /&gt;Por tuas entranhas&lt;br /&gt;Pelas entradas que se traduzem em bandeiras&lt;br /&gt;Na bandeira deste amor que empunhamos pelos dias&lt;br /&gt;No eterno desbravar de teu corpo&lt;br /&gt;A cada manhã em que começamos o dia a fazer amor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há dez dias,&lt;br /&gt;Sem que saibas,&lt;br /&gt;Também escreves lindos poemas sobre o corpo meu&lt;br /&gt;Poetiza dessabida e talentosa que és,&lt;br /&gt;Que vai do lírico ao concreto&lt;br /&gt;Com total domínio das artes:&lt;br /&gt;Da poesia&lt;br /&gt;E do amor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha menina arteira&lt;br /&gt;Poetiza mor de minha vida&lt;br /&gt;Alegria de todos os meus dias&lt;br /&gt;Dona de meu coração,&lt;br /&gt;Mulher amada,&lt;br /&gt;Mais que tudo por mim amada,&lt;br /&gt;Minha Chele,&lt;br /&gt;Meu amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ton Neumann&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3504897643134249743-7763851963165808235?l=tonneumann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tonneumann.blogspot.com/feeds/7763851963165808235/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3504897643134249743&amp;postID=7763851963165808235' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3504897643134249743/posts/default/7763851963165808235'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3504897643134249743/posts/default/7763851963165808235'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tonneumann.blogspot.com/2009/05/sobre-outras-formas-de-poesia.html' title='Sobre Outras Formas de Poesia'/><author><name>Ton Neumann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15823789921959307263</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3504897643134249743.post-8036754446329812383</id><published>2009-03-25T17:52:00.000-03:00</published><updated>2009-03-25T17:55:04.266-03:00</updated><title type='text'>Mutação</title><content type='html'>Das poucas certezas que em meu peito, hoje, trago&lt;br /&gt;A mais forte, a mais precisa&lt;br /&gt;É que meu nascimento só se consumou, de fato,&lt;br /&gt;No dia em que te conheci&lt;br /&gt;É esse o marco inicial de minha vida: ter posto os olhos em ti pela primeira vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi só aí que me tornei verdadeiramente humano&lt;br /&gt;Foi só então que me reconheci, de fato, gente,&lt;br /&gt;De forma inteira homem, em significados que até te ver pela primeira vez, desconhecia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até então não passava de uma alma adiada&lt;br /&gt;Vestida em um corpo sem sentido&lt;br /&gt;A vagar por entre o gentio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E desprezava os dias por neles não guardar sentido&lt;br /&gt;E desconsiderava as noites, porque nelas não sentia o cheiro teu&lt;br /&gt;Entre tantos cheiros inebriantes que a noite traz&lt;br /&gt;Que ainda que não conseguisse identificar como teu&lt;br /&gt;Ou jamais tivesse provado&lt;br /&gt;Já desejava e amava,&lt;br /&gt;Embora me recusasse admitir&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim, pela vida a fora, gastava as minhas horas a zombar dos amantes&lt;br /&gt;A fazer troça dos poetas&lt;br /&gt;A maldizer aos menestréis&lt;br /&gt;A repulsar-me com tudo e com todos&lt;br /&gt;Que das coisas do coração algo pudessem dizer&lt;br /&gt;Desvalido, que sempre fui,&lt;br /&gt;Do alento que a esperança traz ao peito daqueles que sem amor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas foi quando nossos olhos se cruzaram pela primeira vez&lt;br /&gt;Foi então que entendi o tudo aquilo quanto&lt;br /&gt;Todos falavam sobre o amor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E porque o amor é a fonte da vida&lt;br /&gt;Ao me dares teu amor&lt;br /&gt;Através de teus olhos&lt;br /&gt;O que me deste foi minha própria vida&lt;br /&gt;Me tornando uma espécie de Édipo contemporâneo,&lt;br /&gt;Extemporâneo, Anacrônico&lt;br /&gt;Uma vez que acabava de ser parido pelo olhar mulher amada&lt;br /&gt;Pois foi através do olhar que fizemos amor pela primeira vez&lt;br /&gt;Que pela primeira vez estivemos em conjunção&lt;br /&gt;Que pela primeira vez nos tocamos as intimidades&lt;br /&gt;De forma instantânea&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ungidos pelo cheiro de maresia e pelo barulho das ondas&lt;br /&gt;Reconheci o teu cheiro que desde sempre desejara&lt;br /&gt;E desta forma era, enfim, apresentado ao amor&lt;br /&gt;E então compreendi que ali rompíamos com o mundo, naquele exato instante&lt;br /&gt;E entendi que através desse olhar&lt;br /&gt;Desse amor que nos tomava&lt;br /&gt;Naquele momento, de fato, eu aportava à vida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ninguém que nos rodeava percebeu&lt;br /&gt;Apenas nós&lt;br /&gt;Com o silêncio que tentava acalmar o coração acelerado a bater&lt;br /&gt;Com o insano vigor do empenho em esconder o arfar dos peitos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo borbulhava em nosso redor&lt;br /&gt;Tentando atrair nossa atenção&lt;br /&gt;Mas nenhum apelo nos distraia um do outro&lt;br /&gt;Nada do que nos circundasse&lt;br /&gt;Era capaz de fazer com que nossos olhos se desgrudassem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi então que teu olho me fecundou de ti&lt;br /&gt;E que meu olho te emprenhou de mim&lt;br /&gt;E que desde então nossas vidas deixaram&lt;br /&gt;De merecer esse nome, senão juntas, uma da outra&lt;br /&gt;Pois sei que como a mim,&lt;br /&gt;A ti também não há mais vida&lt;br /&gt;Se a tua não caminhar junto a minha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso hoje nos amamos&lt;br /&gt;E da mesma forma que esse amor nos une&lt;br /&gt;Nos afasta das outras gentes&lt;br /&gt;Pois nada mais guarda sentido&lt;br /&gt;Que não empenharmos, um ao outro,&lt;br /&gt;Nossos dias e noites&lt;br /&gt;Na dedicação dos gestos&lt;br /&gt;Na delicadeza de estar&lt;br /&gt;Nas vigílias de amor intenso&lt;br /&gt;Onde da forma mais sagrada&lt;br /&gt;Profanamos nossos corpos até a exaustão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois esse amor&lt;br /&gt;Nos afasta até mesmo dos Deuses que um dia conhecemos&lt;br /&gt;Nos torna assumida e definitivamente hereges&lt;br /&gt;Porque a cada dia que o amor mais nos toma&lt;br /&gt;Que mais se apodera de nós e nós dele&lt;br /&gt;Através dos nossos corpos e das nossas almas&lt;br /&gt;Da poesia que compartilhamos&lt;br /&gt;Eu, como teu bardo&lt;br /&gt;Tu, como minha musa, parceira única de tudo que componho ou comporei,&lt;br /&gt;Mais entendemos que já somos nosso próprio Deus,&lt;br /&gt;Na medida em que somos, um do outro, o próprio criador&lt;br /&gt;Um surpreendente e prodigioso engenho&lt;br /&gt;Deste amor que nos sentimos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que um dia&lt;br /&gt;Sem que ninguém perceba ou dê por nossa falta&lt;br /&gt;Sublimaremos nossas formas e nossos sentimentos&lt;br /&gt;Numa dimensão maior, em que nos transformaremos,&lt;br /&gt;De quatro que hoje somos:&lt;br /&gt;Eu, teu poeta&lt;br /&gt;Tu, razão de minha poesia&lt;br /&gt;O amor&lt;br /&gt;O próprio poema&lt;br /&gt;Em um só corpo&lt;br /&gt;Uma mesma alma&lt;br /&gt;Uma única forma&lt;br /&gt;A jogar palavras por entre livros&lt;br /&gt;Revelando em estrofes&lt;br /&gt;Esse mistério mais profundo&lt;br /&gt;De amar e ser amado&lt;br /&gt;Em forma de poesia, alma e carne.&lt;br /&gt;Ton Neumann&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3504897643134249743-8036754446329812383?l=tonneumann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tonneumann.blogspot.com/feeds/8036754446329812383/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3504897643134249743&amp;postID=8036754446329812383' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3504897643134249743/posts/default/8036754446329812383'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3504897643134249743/posts/default/8036754446329812383'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tonneumann.blogspot.com/2009/03/mutacao.html' title='Mutação'/><author><name>Ton Neumann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15823789921959307263</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3504897643134249743.post-8167123733136201503</id><published>2009-03-23T19:10:00.002-03:00</published><updated>2009-03-23T19:28:41.206-03:00</updated><title type='text'>Teu Sorriso</title><content type='html'>Nenhum outro resultado&lt;br /&gt;Que esse dom de escrever&lt;br /&gt;Que a mim, por algum Deus foi outorgado&lt;br /&gt;Me pode proporcionar,&lt;br /&gt;Trazer mais alegria ou prazer&lt;br /&gt;Ou ser, mesmo, mais importante&lt;br /&gt;Do que te fazer sorrir&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ainda que não saibas&lt;br /&gt;Quando vejo teu sorriso&lt;br /&gt;Ao ler os versos que espalho por aí&lt;br /&gt;Para que encontres fingindo ares de surpresa&lt;br /&gt;Como não passasses os dias a buscá-los&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com ele meu coração se alegra de tal forma&lt;br /&gt;Que renuncio a tudo que não possa te fazer feliz&lt;br /&gt;Pois não há mais outro sentido em minha vida que não seja esse&lt;br /&gt;Não há mais qualquer outro sentido a minha poesia&lt;br /&gt;Que não seja te fazer sorrir e te trazer para mim&lt;br /&gt;Nessa entrega que te é tão difícil de verbalizar&lt;br /&gt;Mas tão eloqüente na forma de abraços e beijos&lt;br /&gt;Na forma com que te jogas sobre mim&lt;br /&gt;A cada novo poema que encontras&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então eu te pergunto&lt;br /&gt;Não é, mesmo, isso,  o amor?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3504897643134249743-8167123733136201503?l=tonneumann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tonneumann.blogspot.com/feeds/8167123733136201503/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3504897643134249743&amp;postID=8167123733136201503' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3504897643134249743/posts/default/8167123733136201503'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3504897643134249743/posts/default/8167123733136201503'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tonneumann.blogspot.com/2009/03/teu-sorriso.html' title='Teu Sorriso'/><author><name>Ton Neumann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15823789921959307263</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3504897643134249743.post-2099055146906462371</id><published>2009-03-23T18:41:00.000-03:00</published><updated>2009-03-23T19:09:21.115-03:00</updated><title type='text'>Senhora das Águas</title><content type='html'>(Letra de Canção, Melodia já composta)&lt;br /&gt;Ela anda sobre as águas&lt;br /&gt;Ela é a rainha das águas&lt;br /&gt;Ela entende a minha dor&lt;br /&gt;Leva pro mar minhas mágoas&lt;br /&gt;Meus desencantos de amor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senhora dona das águas&lt;br /&gt;Das profundezas do mar&lt;br /&gt;Ajuda a esse teu filho&lt;br /&gt;Reaprender a amar&lt;br /&gt;Olhar pro mundo de novo&lt;br /&gt;Com esperança no olhar&lt;br /&gt;Voltar a crer no amor&lt;br /&gt;Senhora dona do mar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela anda sobre as águas&lt;br /&gt;Ela é a rainha das águas&lt;br /&gt;Ela entende a minha dor&lt;br /&gt;Leva pro mar minhas mágoas&lt;br /&gt;Meus desencantos de amor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O coração quando sofre&lt;br /&gt;Fica com medo de amar&lt;br /&gt;Fica descrente das chances&lt;br /&gt;De um novo amor encontrar&lt;br /&gt;Yemanjá o meu canto&lt;br /&gt;É como eu mais sei rezar&lt;br /&gt;Lava meu peito das mágoas&lt;br /&gt;Leva pra longe senhora&lt;br /&gt;Tu que és rainha do mar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela anda sobre as águas&lt;br /&gt;Ela é a rainha das águas&lt;br /&gt;Ela entende a minha dor&lt;br /&gt;Leva pro mar minhas mágoas&lt;br /&gt;Meus desencantos de amor&lt;br /&gt;Ton Neumann&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3504897643134249743-2099055146906462371?l=tonneumann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tonneumann.blogspot.com/feeds/2099055146906462371/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3504897643134249743&amp;postID=2099055146906462371' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3504897643134249743/posts/default/2099055146906462371'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3504897643134249743/posts/default/2099055146906462371'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tonneumann.blogspot.com/2009/03/senhora-das-aguas.html' title='Senhora das Águas'/><author><name>Ton Neumann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15823789921959307263</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3504897643134249743.post-992525346144764970</id><published>2009-03-17T10:31:00.001-03:00</published><updated>2009-03-17T10:35:54.461-03:00</updated><title type='text'>Princesa</title><content type='html'>Teu súdito, pois, se apresenta&lt;br /&gt;Para que saibas que tal o é&lt;br /&gt;E, por mais insólito que possa ser&lt;br /&gt;O sendo é que sua alegria se faz alegria&lt;br /&gt;Que sua retórica se desfaz&lt;br /&gt;Sua dialética se confunde&lt;br /&gt;E minha poesia volta a se fazer&lt;br /&gt;De (por) amor&lt;br /&gt;Como o arauto que transfigurando um poeta&lt;br /&gt;Anuncia o que talvez possa ser seu fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto,&lt;br /&gt;Se tua ira é a da justiça,&lt;br /&gt;Teu reino a de ser o do coração&lt;br /&gt;E perdoarás esse plebeu (seguro estou)&lt;br /&gt;Que em meus sonhos vislumbra&lt;br /&gt;A ti, harmônica qual o poema&lt;br /&gt;Entre estrelas e rubis,&lt;br /&gt;Nobreza e simplicidade,&lt;br /&gt;Sapiência.&lt;br /&gt;Implacável, nesse amor que me arrebata&lt;br /&gt;Violento, sem razão&lt;br /&gt;Pelos campos , vago. Andarilho.&lt;br /&gt;Pastor de idéias, passo as luas a pensar em ti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me imagino teu escravo&lt;br /&gt;A conduzir tua liteira&lt;br /&gt;Ou às vezes uma esteira&lt;br /&gt;Onde possas repousar.&lt;br /&gt;Ocupando teus espaços&lt;br /&gt;Vejo-me, às vezes, o ar&lt;br /&gt;Que respiras, que te nutre.&lt;br /&gt;Tua vida. Água pura. Meu sonhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teu sonhar, minha ousadia&lt;br /&gt;Tua vida, tudo o que quero&lt;br /&gt;Como é sentar lado a lado&lt;br /&gt;Contigo nesse trono, hoje ilusão&lt;br /&gt;Um dia, certeza tenho, realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alteza, ouso então me apresentar&lt;br /&gt;Para teu príncipe ser&lt;br /&gt;Pois já és minha princesa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3504897643134249743-992525346144764970?l=tonneumann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tonneumann.blogspot.com/feeds/992525346144764970/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3504897643134249743&amp;postID=992525346144764970' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3504897643134249743/posts/default/992525346144764970'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3504897643134249743/posts/default/992525346144764970'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tonneumann.blogspot.com/2009/03/princesa.html' title='Princesa'/><author><name>Ton Neumann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15823789921959307263</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3504897643134249743.post-8833770802662782924</id><published>2009-03-16T01:57:00.003-03:00</published><updated>2009-03-16T12:40:15.327-03:00</updated><title type='text'>Oferenda</title><content type='html'>De mim&lt;br /&gt;Já conheces o que de melhor e pior&lt;br /&gt;Habita o meu ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque te abri todas as portas do meu coração&lt;br /&gt;Te acostumaste a caminhar por ravinas em manhãs ensolaradas&lt;br /&gt;Colhendo flores em formas de poemas&lt;br /&gt;Respirando meus abraços e meus beijos pelo ar&lt;br /&gt;Renovando tua alma no caudaloso rio do meu amor&lt;br /&gt;Por onde quer que o destino andasse por te conduzir&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas porque a vida, em mesma forma se revela por contrastes,&lt;br /&gt;Um dia, também, sem que esperasses,&lt;br /&gt;Conheceste o mar em fúria&lt;br /&gt;E todo o temor que a escuridão da negra noite traz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha imensa miséria, que igualmente compõe aquilo que sou,&lt;br /&gt;Então se revelou,&lt;br /&gt;Em forma do mais cruel dos bárbaros&lt;br /&gt;Do flagelo mais impiedoso&lt;br /&gt;Ou de beiços de guri mimado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E sem que estivesses preparada&lt;br /&gt;Te jogou na cara a compreender&lt;br /&gt;O inevitável e inefável fato&lt;br /&gt;Que de fato, humano sou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ameno, sereno, dócil, manso, carinhoso, amante insaciável&lt;br /&gt;E o mais terrível primitivo selvagem&lt;br /&gt;Se se tratar de defender&lt;br /&gt;O espaço do mundo que me foi destinado&lt;br /&gt;A para sempre viver&lt;br /&gt;Que é teu coração,&lt;br /&gt;Mulher amada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não te assustes com a constatação&lt;br /&gt;Que a qualidade da perfeição&lt;br /&gt;Não pode em nenhum momento me caracterizar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou humano, meu amor&lt;br /&gt;Tenho fraquezas&lt;br /&gt;Sofro dores&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dores que não compreendes&lt;br /&gt;Mas que nem por isso me são menos dores&lt;br /&gt;Que nem por isso me agridem menos todos os dias&lt;br /&gt;Dores que em teu pedestal de Deusa&lt;br /&gt;Sequer imaginas que possa atingir&lt;br /&gt;A quem tão mortalmente mortal&lt;br /&gt;Como eu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A quem tem como maior anseio&lt;br /&gt;Escrever versos madrugada a fora&lt;br /&gt;Na esperança que ao teu despertar&lt;br /&gt;Tenhas a benevolência&lt;br /&gt;De recebê-los&lt;br /&gt;Como oferendas&lt;br /&gt;Que deposito aos teus pés&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois nada mais são, meu amor&lt;br /&gt;Essas letras que junto em palavras e as palavras com que formo versos&lt;br /&gt;Para compor meus poemas&lt;br /&gt;Do que a mais singela e insolente forma&lt;br /&gt;De também minha vida te entregar em oferenda&lt;br /&gt;Para um dia, quem sabe, venha a merecer&lt;br /&gt;Que me declares ao mundo&lt;br /&gt;Como teu único e real amor&lt;br /&gt;O verdadeiro amor desta vida e de além dela.&lt;br /&gt;Sem que ninguém mais haja entre nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ton Neumann&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3504897643134249743-8833770802662782924?l=tonneumann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tonneumann.blogspot.com/feeds/8833770802662782924/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3504897643134249743&amp;postID=8833770802662782924' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3504897643134249743/posts/default/8833770802662782924'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3504897643134249743/posts/default/8833770802662782924'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tonneumann.blogspot.com/2009/03/sobre-o-revelar-me-humano.html' title='Oferenda'/><author><name>Ton Neumann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15823789921959307263</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3504897643134249743.post-8900883618714835015</id><published>2009-03-14T12:23:00.001-03:00</published><updated>2009-03-14T12:28:08.517-03:00</updated><title type='text'>Balada da Sexta Feira de Cinzas</title><content type='html'>Eu vou tentar juntar os cacos&lt;br /&gt;Do que sobrou de mim&lt;br /&gt;Depois que você disse que ia embora&lt;br /&gt;Que o nosso amor tinha chegado ao fim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na tua frente eu vou manter a pose&lt;br /&gt;Me fazer de forte&lt;br /&gt;E vou tentar até sorrir&lt;br /&gt;Mas sei que vou me desabar em pranto&lt;br /&gt;Na hora que eu te ver partir&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me diz agora se ainda há razão&lt;br /&gt;Pra eu querer viver&lt;br /&gt;Se de hoje em diante, ao despertar&lt;br /&gt;Quando eu abrir meus olhos&lt;br /&gt;Não vou mais te ver&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me diz se eu tenho ainda algum motivo&lt;br /&gt;Pra sequer acreditar em Deus&lt;br /&gt;Se Deus foi mal com os mortais&lt;br /&gt;Ao permitir que suas bocas pronunciassem a palavra adeus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saiba que eu tenho a consciência&lt;br /&gt;Que não partes tu, também, sem sentir dor&lt;br /&gt;Mas também saiba que maior que a de quem parte&lt;br /&gt;É de quem perde o seu amor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu te dispenso da elegância&lt;br /&gt;De dizer o quanto que desejas&lt;br /&gt;Que eu seja feliz&lt;br /&gt;E pode ter certeza&lt;br /&gt;Que ninguém jamais irá querer-te&lt;br /&gt;Como eu já te quis&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Ouvi dizer que existe um amanhã&lt;br /&gt;Mas já nem sei se creio mais&lt;br /&gt;De qualquer forma&lt;br /&gt;Nem que seja pra outra vez sofrer&lt;br /&gt;Deste amanhã eu vou atrás&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a cada novo dia&lt;br /&gt;Se preciso eu gasto&lt;br /&gt;Até a última gota de meu sangue&lt;br /&gt;Para descobrir&lt;br /&gt;Alguma forma de poder&lt;br /&gt;De novo te trazer para mim&lt;br /&gt;De voltar pra ti&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ton Neumann&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3504897643134249743-8900883618714835015?l=tonneumann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tonneumann.blogspot.com/feeds/8900883618714835015/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3504897643134249743&amp;postID=8900883618714835015' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3504897643134249743/posts/default/8900883618714835015'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3504897643134249743/posts/default/8900883618714835015'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tonneumann.blogspot.com/2009/03/balada-da-sexta-feira-de-cinzas.html' title='Balada da Sexta Feira de Cinzas'/><author><name>Ton Neumann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15823789921959307263</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3504897643134249743.post-2028584398124615979</id><published>2009-03-13T18:15:00.002-03:00</published><updated>2009-03-14T12:23:40.013-03:00</updated><title type='text'>Declaração de Renúncia</title><content type='html'>Desprezo o dom da poesia&lt;br /&gt;Renuncio a essa maldita sina&lt;br /&gt;Que só conduz à dor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma falsa luz que cria esperanças no coração do poeta&lt;br /&gt;E depois o mergulha na escuridão da perda, da dor&lt;br /&gt;Na solidão mais terrível&lt;br /&gt;Que é a de quem se percebe sem par no mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para que ser poeta?&lt;br /&gt;Para que poesia?&lt;br /&gt;Para que acreditar na mentira do amor?&lt;br /&gt;Para que ilusão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo não é dos fortes?&lt;br /&gt;Poetas são seres tolos e fracos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Declaro, aqui&lt;br /&gt;Minha renúcia à poesia&lt;br /&gt;Minha decrença no amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ton Neumann&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3504897643134249743-2028584398124615979?l=tonneumann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tonneumann.blogspot.com/feeds/2028584398124615979/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3504897643134249743&amp;postID=2028584398124615979' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3504897643134249743/posts/default/2028584398124615979'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3504897643134249743/posts/default/2028584398124615979'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tonneumann.blogspot.com/2009/03/declaracao-de-renuncia_13.html' title='Declaração de Renúncia'/><author><name>Ton Neumann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15823789921959307263</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3504897643134249743.post-2215530171304566524</id><published>2009-03-12T16:29:00.002-03:00</published><updated>2009-03-12T16:30:46.269-03:00</updated><title type='text'>Fora, Poeta</title><content type='html'>Sinto muito, senhorita.&lt;br /&gt;Dispensei o poeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que não se zangue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje vim pessoalmente&lt;br /&gt;Dizer que te amo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ton Neumann&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3504897643134249743-2215530171304566524?l=tonneumann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tonneumann.blogspot.com/feeds/2215530171304566524/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3504897643134249743&amp;postID=2215530171304566524' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3504897643134249743/posts/default/2215530171304566524'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3504897643134249743/posts/default/2215530171304566524'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tonneumann.blogspot.com/2009/03/fora-poeta.html' title='Fora, Poeta'/><author><name>Ton Neumann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15823789921959307263</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3504897643134249743.post-3435434203139243680</id><published>2009-03-11T10:06:00.004-03:00</published><updated>2009-03-11T10:18:27.607-03:00</updated><title type='text'>Sobre  Sonho e Realidade</title><content type='html'>Quando chegaste&lt;br /&gt;Vi nascer um sonho&lt;br /&gt;E me apaixonei por ti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos poucos, no entanto, em movimentos sutis&lt;br /&gt;Foste renovando as formas e os sentimentos&lt;br /&gt;E viraste realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é pelo de real que és&lt;br /&gt;E pelo de real que trazes em minha vida&lt;br /&gt;Que te amo cada dia mais&lt;br /&gt;E que descobri o quanto viver é realmente melhor que sonhar&lt;br /&gt;E o quanto,&lt;br /&gt;Quando transformamos o sonho em realidade,&lt;br /&gt;Os dois sentidos se fundem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, nenhum adjetivo&lt;br /&gt;Te poderia ser mais preciso: real&lt;br /&gt;Minha rainha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ton Neumann&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3504897643134249743-3435434203139243680?l=tonneumann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tonneumann.blogspot.com/feeds/3435434203139243680/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3504897643134249743&amp;postID=3435434203139243680' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3504897643134249743/posts/default/3435434203139243680'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3504897643134249743/posts/default/3435434203139243680'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tonneumann.blogspot.com/2009/03/sobre-sonho-e-realidade.html' title='Sobre  Sonho e Realidade'/><author><name>Ton Neumann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15823789921959307263</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3504897643134249743.post-7540058768367954769</id><published>2009-03-10T14:58:00.001-03:00</published><updated>2009-03-10T14:58:59.666-03:00</updated><title type='text'>Sobre o Nosso Mundo</title><content type='html'>Vivemos em uma dimensão paralela,&lt;br /&gt;Alheia, incompreensível a todo quem que não nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas vezes, transitamos pelos espaços do mundo, que aos outros foi reservado,&lt;br /&gt;Apenas pela delicadeza de aspergir o perfume de nosso amor,&lt;br /&gt;Por generosos que somos,&lt;br /&gt;De forma a lhes ofertar alguma graça às jornadas&lt;br /&gt;Tornado menos árdua sua tarefa de não viver como vivemos nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E fazemos isso,&lt;br /&gt;Sem que de fato nos façamos perceber pelas gentes&lt;br /&gt;Que vagueiam pelas ruas em busca do pão de cada dia&lt;br /&gt;Enquanto eu e tu, encantados pelo amor, que somos,&lt;br /&gt;Não precisamos mais deitar lida em função desses lavores&lt;br /&gt;Pois já não trazemos mais essas necessidades tão de ser vivente que caracterizam os humanos.&lt;br /&gt;Vivemos em outro plano e nossas necessidades são apenas as que dizem respeito ao amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao deleitar-se do que transborda a cornucópia que nosso fundir abrolha&lt;br /&gt;Nos nutrimos da energia que nossos calores produzem&lt;br /&gt;Da força inexplicável que um corpo ao outro transmite&lt;br /&gt;Desse delírio de passar dias a se amar&lt;br /&gt;Desse espetáculo interminável do qual somos protagonistas&lt;br /&gt;Que vara noites, madrugada a fora&lt;br /&gt;Entre o saciar e o despertar de novos desejos&lt;br /&gt;Coreografados por um balé insano&lt;br /&gt;Dando razão aos sentidos&lt;br /&gt;Nos mostrando o quanto estávamos enganados&lt;br /&gt;Quando dizíamos já ter amado, um antes do outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é possível que queiramos que alguém nos venha a entender&lt;br /&gt;Nem tampouco é tão assim cristão&lt;br /&gt;Falar aos outros de algo a que ninguém mais foi permitido conhecer.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Apenas a nós dois foi permitido provar dessa droga,&lt;br /&gt;Fruto da perfeita e única combinação gerada pelo que somos&lt;br /&gt;Pelo que produzimos um no outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é inebriados desse algo&lt;br /&gt;A que qualquer definição não cabe&lt;br /&gt;Que desde que nos fomos&lt;br /&gt;Foliamos vida a fora&lt;br /&gt;Evoluindo, como que encantados,&lt;br /&gt;Por entre os sóis e as luas&lt;br /&gt;No transe desse delírio&lt;br /&gt;Que o amor nos traz&lt;br /&gt;E que é nossa forma de comunicação&lt;br /&gt;Para com o mundo contatar&lt;br /&gt;A ele se nos traduzindo&lt;br /&gt;Sob forma de poesia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ton Neumann&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3504897643134249743-7540058768367954769?l=tonneumann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tonneumann.blogspot.com/feeds/7540058768367954769/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3504897643134249743&amp;postID=7540058768367954769' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3504897643134249743/posts/default/7540058768367954769'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3504897643134249743/posts/default/7540058768367954769'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tonneumann.blogspot.com/2009/03/sobre-o-nosso-mundo.html' title='Sobre o Nosso Mundo'/><author><name>Ton Neumann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15823789921959307263</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3504897643134249743.post-4242208043599028830</id><published>2009-03-10T02:40:00.004-03:00</published><updated>2009-03-10T10:26:31.906-03:00</updated><title type='text'>Sobre a Saudade</title><content type='html'>Me mandas beijos na alma e me chamas de querido&lt;br /&gt;Então, tu bem sabes, me derreto todo ao recebê-los&lt;br /&gt;E ao ouvir essa palavra da tua boca&lt;br /&gt;Enquanto me descreves planos de viagem, ao telefone,&lt;br /&gt;Para quando setembro chegar&lt;br /&gt;E o vento frio novamente começar a anunciar o outono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do lado de cá eu rio&lt;br /&gt;E imagino tua cara enquanto me falas isso&lt;br /&gt;Nesses momentos em que tua meninice se põe&lt;br /&gt;A me deixar recados subliminares&lt;br /&gt;Para que eu entenda que me amas&lt;br /&gt;Sem contudo se valer de explicitude,&lt;br /&gt;Mantendo assim a fantasia&lt;br /&gt;Que desta forma não te entregas toda de uma só vez&lt;br /&gt;Como se ainda houvesse mistérios a desvendar sobre teus sentimentos&lt;br /&gt;Ou mesmo eu os desejasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por tudo isso e ainda mais por outras coisas que sequer supões&lt;br /&gt;- Entretida que vives a caçar histórias de aspecto tão pungente quanto efêmero, nesse mundo midiático que é o teu-&lt;br /&gt;Eu te amo cada dia mais&lt;br /&gt;Até mesmo com certa culpa,&lt;br /&gt;Pelo tanto que esse transbordar de vida&lt;br /&gt;Que teus poros não conseguem conter&lt;br /&gt;Me alimenta a alma e me dá sentido aos dias&lt;br /&gt;Que eram tão amargos e sem esperança até que&lt;br /&gt;A vida nos colocou frente a frente naquela beira de mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas por mais que adore que me beijes a alma,&lt;br /&gt;Minha falta hoje é de tua boca&lt;br /&gt;Minha falta hoje é de tua carne&lt;br /&gt;De nosso enlaçar de pernas&lt;br /&gt;Do trançar das línguas em nossas bocas&lt;br /&gt;Do possuir de nossos corpos&lt;br /&gt;Com um afã que nos confunde identidade e&lt;br /&gt;Embaralha os sentidos e as emoções&lt;br /&gt;Nessa total sinestesia contraditória que conduz&lt;br /&gt;À soberba do possuir e à entrega total do se dar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desfalecer de depois do amor&lt;br /&gt;O acordar para amar ainda mais&lt;br /&gt;A perda total da noção dos conceitos mais básicos que se convencionou para entender o mundo ou as leis da natureza&lt;br /&gt;A divisão da semana em dias ou desses em descer do sol ou subir da lua&lt;br /&gt;Ou do contrário que seja&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que diferença pode fazer qualquer coisa que se passe no mundo&lt;br /&gt;Quando estamos a nos amar?&lt;br /&gt;O que pode ser mais supremo do que teu gosto em minha boca&lt;br /&gt;Ou me beberes a essência?&lt;br /&gt;Que outro sentido ou sabor que me encante&lt;br /&gt;Pode me ter a vida reservado depois de ter penetrado teu corpo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amada minha&lt;br /&gt;Mar profundo de beleza incontestável&lt;br /&gt;Imensidão por onde me espalho&lt;br /&gt;A beber da inesgotável fonte de inspiração que me és&lt;br /&gt;E que me permite a continuidade do viver&lt;br /&gt;Para que, cada vez mais, possa cumprir minha sina de transmutar&lt;br /&gt;Amor em palavras e essas em vida&lt;br /&gt;De escrever sobre ti&lt;br /&gt;Mulher da minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vem agora e me toma por todo&lt;br /&gt;Me abraça, como jamais antes&lt;br /&gt;Fala que me ama&lt;br /&gt;E me recebe dentro de ti&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é na tua carne que te entrego a alma&lt;br /&gt;E é só por me permitir perdê-la em ti&lt;br /&gt;Que encontro a tua&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis, pois, a forma pela qual seguimos pela vida a fora&lt;br /&gt;Sendo a prova mais inconteste do quão imponderável é o amor.&lt;br /&gt;Ton Neumann&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3504897643134249743-4242208043599028830?l=tonneumann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tonneumann.blogspot.com/feeds/4242208043599028830/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3504897643134249743&amp;postID=4242208043599028830' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3504897643134249743/posts/default/4242208043599028830'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3504897643134249743/posts/default/4242208043599028830'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tonneumann.blogspot.com/2009/03/sobre-saudade.html' title='Sobre a Saudade'/><author><name>Ton Neumann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15823789921959307263</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3504897643134249743.post-5708858697624785462</id><published>2009-03-09T14:41:00.005-03:00</published><updated>2009-03-09T23:43:01.652-03:00</updated><title type='text'>Sobre o teu Silêncio</title><content type='html'>Nada em ti fala mais completamente&lt;br /&gt;Ou é mais eloqüente sobre tua dor&lt;br /&gt;Que teu silêncio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como amante incondicional, teu, que sou&lt;br /&gt;Me ponho a fazer versos que te sirvam de ouvido&lt;br /&gt;Para que possas usar as não palavras&lt;br /&gt;Com que desabafas essa imensidão de medos&lt;br /&gt;Que povoa tuas fantasias&lt;br /&gt;Ao te ver transfigurada em minha poesia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como quem me pede ajuda me mandando embora&lt;br /&gt;Como essa criança assustada com o amor que me tens&lt;br /&gt;Como quem não sabe lidar com todo o amor que te dou&lt;br /&gt;Com o que de fato somos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então não gritas&lt;br /&gt;Nesse desesperado e sonoro pedido de socorro que o teu silêncio traduz&lt;br /&gt;E eu te ecôo a derramar palavras em papeís em branco&lt;br /&gt;Indicando o porto seguro de meu coração&lt;br /&gt;E a proteção que meu amor oferece a todos os males que a vida te fez&lt;br /&gt;A todas cicatrizes e inseguranças que trazes contigo&lt;br /&gt;Antecipando antídotos de fuga&lt;br /&gt;Em doses hoemeopoéticas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí mais tarde&lt;br /&gt;Quando leres o que desejavas&lt;br /&gt;Voltarás correndo para mim a praguejar contra a saudade&lt;br /&gt;E a paz se fará de novo em teu coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto muito, meu amor&lt;br /&gt;Pior do que se apaixonar por um poeta&lt;br /&gt;É se apaixonar por um que te ama verdadeiramente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ton Neumann&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3504897643134249743-5708858697624785462?l=tonneumann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tonneumann.blogspot.com/feeds/5708858697624785462/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3504897643134249743&amp;postID=5708858697624785462' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3504897643134249743/posts/default/5708858697624785462'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3504897643134249743/posts/default/5708858697624785462'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tonneumann.blogspot.com/2009/03/sobre-o-teu-silencio.html' title='Sobre o teu Silêncio'/><author><name>Ton Neumann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15823789921959307263</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3504897643134249743.post-758038295270418214</id><published>2009-03-05T14:34:00.000-03:00</published><updated>2009-03-05T14:35:15.638-03:00</updated><title type='text'>Recado ao meu Amor</title><content type='html'>Foi como o sol que invade a janela casa a dentro.&lt;br /&gt;Assim entraste em minha vida&lt;br /&gt;Trazendo luz aos meus dias&lt;br /&gt;E me tirando da escuridão profunda&lt;br /&gt;Que caracterizava meu coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde havia tristeza, hoje há alegria.&lt;br /&gt;Onde havia dor, prazer.&lt;br /&gt;Onde havia mágoa, fluidez do sentir.&lt;br /&gt;Onde havia raiva, coração aberto ao que a vida pode nos dar de melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizes que faço o mesmo por ti.&lt;br /&gt;Como podes, então, pensar em me deixar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não entendeste ainda que somos um do outro&lt;br /&gt;Que nos aguardamos pela vida inteira,&lt;br /&gt;Que tudo o que nos sucedeu aos corações até então foi preparação&lt;br /&gt;Para que, de fato, entrássemos nas portas da felicidade juntos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha linda, minha criança, meu doce.&lt;br /&gt;Não faça mais esforços vãos,&lt;br /&gt;Não tente mais fugir de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre que tua cabecinha de vento tentar&lt;br /&gt;Teu coração que me ama vai te trazer de volta&lt;br /&gt;E o meu estará aberto para que voltes para teu verdadeiro lar: meu peito&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guarde essa energia que gastas tentando fugir de mim&lt;br /&gt;Para fazermos amor.&lt;br /&gt;Não é bem mais gostoso assim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ton Neumann&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3504897643134249743-758038295270418214?l=tonneumann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tonneumann.blogspot.com/feeds/758038295270418214/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3504897643134249743&amp;postID=758038295270418214' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3504897643134249743/posts/default/758038295270418214'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3504897643134249743/posts/default/758038295270418214'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tonneumann.blogspot.com/2009/03/recado-ao-meu-amor.html' title='Recado ao meu Amor'/><author><name>Ton Neumann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15823789921959307263</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3504897643134249743.post-7263006398652011584</id><published>2009-03-05T14:28:00.002-03:00</published><updated>2009-03-05T14:33:51.563-03:00</updated><title type='text'>Cantiga por Tanto Amor que nos Temos</title><content type='html'>(Letra de canção, melodia já composta)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu te queria assim&lt;br /&gt;E eu te encontrei assim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Linda como a lua, sob a bruma&lt;br /&gt;Tu chegaste, eras o sol&lt;br /&gt;Na lua cheia, sobre a terra&lt;br /&gt;E eu não sabia, que podia&lt;br /&gt;Ter tua trança, teus cabelos&lt;br /&gt;Nos meus veios, nos meus rios&lt;br /&gt;O meu calor sobre os meus seios&lt;br /&gt;Te abraçar e rir&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu te queria assim&lt;br /&gt;E eu te encontrei assim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu nem sabia, como eras&lt;br /&gt;Que existia, alguém igual&lt;br /&gt;Ao meu amor, e a liberdade&lt;br /&gt;Do querer, se já rompemos&lt;br /&gt;Os grilhões, tantos milhões&lt;br /&gt;De preconceitos, do passado&lt;br /&gt;Os nossos peitos, não precisam&lt;br /&gt;De certezas, de futuros&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu te queria assim&lt;br /&gt;E eu te encontrei assim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então eu vi que&lt;br /&gt;No meu sonho, já existia&lt;br /&gt;O teu sonho, era daí&lt;br /&gt;A luz que eu via, eram teus olhos&lt;br /&gt;E os desejos, por meus braços&lt;br /&gt;Por meus beijos, como um mar&lt;br /&gt;Eu desejava te engolir&lt;br /&gt;Fugir do frio&lt;br /&gt;Na tua boca de verão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu te queria assim&lt;br /&gt;E tu vieste assim&lt;br /&gt;E eu te amo assim&lt;br /&gt;Tudo que eu quero assim&lt;br /&gt;E eu te desejo assim&lt;br /&gt;Bem como és&lt;br /&gt;É assim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ton Neumann&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3504897643134249743-7263006398652011584?l=tonneumann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tonneumann.blogspot.com/feeds/7263006398652011584/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3504897643134249743&amp;postID=7263006398652011584' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3504897643134249743/posts/default/7263006398652011584'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3504897643134249743/posts/default/7263006398652011584'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tonneumann.blogspot.com/2009/03/cantiga-por-tanto-amor-que-nos-temos.html' title='Cantiga por Tanto Amor que nos Temos'/><author><name>Ton Neumann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15823789921959307263</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3504897643134249743.post-8834057292833770362</id><published>2009-03-02T03:13:00.002-03:00</published><updated>2009-03-05T14:39:00.080-03:00</updated><title type='text'>Porque Assim És</title><content type='html'>Em todo algo que a vida me agracia permitir a ver&lt;br /&gt;Vejo tua cara,&lt;br /&gt;Teu sorriso, meu amor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tu ris, não acreditas&lt;br /&gt;Dizes que eu falo essas coisas para te impressionar&lt;br /&gt;Que não existe amor como o que eu te digo sentir&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então calo,&lt;br /&gt;Rio eu, agora sem que percebas&lt;br /&gt;E silencio a te ver transitar pelos dias&lt;br /&gt;Esbanjando o tudo que és.&lt;br /&gt;Pois se meu amor não te toca&lt;br /&gt;O que mais há de te tocar na vida?&lt;br /&gt;O que mais há de tocar qualquer vivente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual a poção capaz de te fazer te trazer para mim&lt;br /&gt;Além da única que sei preparar nessa alquimia de letras&lt;br /&gt;Que transfiguram o que chamo minha poesia,&lt;br /&gt;Além de todas as declarações que te faço com meu poetar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saiba que nada busco em ti&lt;br /&gt;Pois nada mais me restou buscar&lt;br /&gt;Sobre as coisas do amor&lt;br /&gt;Desde que te vi pela primeira vez&lt;br /&gt;Derramando poesia por entre as gentes&lt;br /&gt;Causando inveja às outras mulheres&lt;br /&gt;Roubando a paz dos homens&lt;br /&gt;Derrubando crenças&lt;br /&gt;Desmoralizando lendas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de ti não procuro mais nada&lt;br /&gt;Porque naquilo que és encontro tudo quanto sempre desejei para ser feliz&lt;br /&gt;Minha Meca, Shangrilá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Criança linda vestida em corpo de mulher&lt;br /&gt;Deusa traquina,&lt;br /&gt;Que se ri a debochar do encantamento que nos causa&lt;br /&gt;Sem qualquer esforço&lt;br /&gt;Imagem mais linda que uma retina pode guardar...&lt;br /&gt;Última chance que me resta para ser feliz&lt;br /&gt;Musa suprema de tudo que eu ainda venha a compor&lt;br /&gt;Elo mais forte entre o sagrado e o profano&lt;br /&gt;Conexão perfeita entre carne e espírito&lt;br /&gt;Maior sentido de tudo que possa me fazer sentido&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou teu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ton Neumann&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3504897643134249743-8834057292833770362?l=tonneumann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tonneumann.blogspot.com/feeds/8834057292833770362/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3504897643134249743&amp;postID=8834057292833770362' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3504897643134249743/posts/default/8834057292833770362'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3504897643134249743/posts/default/8834057292833770362'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tonneumann.blogspot.com/2009/03/porque-assim-es.html' title='Porque Assim És'/><author><name>Ton Neumann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15823789921959307263</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3504897643134249743.post-8439330558085140075</id><published>2009-02-28T14:47:00.001-03:00</published><updated>2009-02-28T14:50:23.940-03:00</updated><title type='text'>Poema Sobre o Momento de Meu Partir</title><content type='html'>Fantasio, em meu delírio,&lt;br /&gt;Que as malas que me esperam&lt;br /&gt;Na porta de saída de teu apartamento.&lt;br /&gt;Trazem o mesmo nó na garganta&lt;br /&gt;Que me sufoca a ponto de se me tornar difícil até mesmo respirar,&lt;br /&gt;Nesse momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Surge, porém, em meu socorro&lt;br /&gt;Sem que consiga definir de onde&lt;br /&gt;Uma força que não posso conceituar (nem mesmo posso dizer se não me machuca ainda mais)&lt;br /&gt;Que me ajuda a segurar o choro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Te abraço, desviando o olhar&lt;br /&gt;Pois não suportaria ver ainda mais tristeza do que a que já sinto&lt;br /&gt;E te aperto ao mesmo tempo que também te sinto me apertar, com toda a força que tenho&lt;br /&gt;Esmagando teus seios contra meu peito,&lt;br /&gt;Unindo nossos plexos&lt;br /&gt;Comprimindo nosso sexo&lt;br /&gt;Fundindo nossa ânima&lt;br /&gt;Desta feita, tão necessitada de animar-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A saudade, já aguda e antecipada,&lt;br /&gt;Desafia nosso propósito de ignorar o amanhã&lt;br /&gt;E nos pomos a jurar promessas de um estar novamente em conjunção&lt;br /&gt;Mais breve do que esse aperto no peito nos mate.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um pranto convulso, então, se apodera de mim&lt;br /&gt;Tornando inútil todo o esforço anterior&lt;br /&gt;Encharcando minha cara&lt;br /&gt;Revelando o quanto não sou forte, como desejava que supusesses&lt;br /&gt;E o quanto necessito de ti e desse amor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há muitas coisas que preciso que me digas antes de eu voltar&lt;br /&gt;Há muitas coisas que espero de ti,&lt;br /&gt;E tu de mim outras tantas,&lt;br /&gt;Ainda que cedas ao vício de negar o quanto também tens expectativas sobre mim&lt;br /&gt;Alimentando a fantasia que nutre essa identidade que criaste para te proteger do amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há muito ainda o que retirar de nosso caminho,&lt;br /&gt;Muita terra a ser arada, muita pedra a ser removida&lt;br /&gt;Antes de te dar a posse definitiva sobre o destino dos meus dias&lt;br /&gt;Antes que digas que sou teu senhor e marido&lt;br /&gt;Antes que te dê sentido ao ventre&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há muita esperança em meu coração de que meus sonhos também venham a ser os teus&lt;br /&gt;E que antes que eu possa crer&lt;br /&gt;Entres tu, porta a dentro em minha casa, a reclamar propriedade de meu porvir&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nada disso acalma a dor que o meu coração sente ao te deixar, querida&lt;br /&gt;Embora tenha ciência do quanto essa partida não é definitiva&lt;br /&gt;Embora não estejamos tão longe que nossas posses não permitam que nos vejamos com mais freqüência,&lt;br /&gt;Embora eu te leve dentro de meu peito e saiba que meu cheiro aqui continuará a perfumar teus dias&lt;br /&gt;Embora não desconheça o fato de que me buscarás em meus poemas virtuais como também na cama, a cada noite&lt;br /&gt;E que uma lágrima cairá de teus olhos a cada manhã que ao abri-los não enxergares minha boca a sorrir e te dizer: bom dia minha criança, meu amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora eu saiba que dessas e de tantas outras formas permaneceremos juntos,&lt;br /&gt;Ainda assim, cada dia sem ti significará um a menos de felicidade&lt;br /&gt;Cada noite sem estar dentro de ti&lt;br /&gt;Será uma triste e interminável ladainha em louvor à solidão&lt;br /&gt;Como fosse eu um menino perdido,&lt;br /&gt;Esquecido dentro de uma catedral vazia&lt;br /&gt;Assustado com as imagens que o rodeiam enquanto caminha&lt;br /&gt;Rumo ao nada, em busca de uma saída&lt;br /&gt;Que sabe que não encontrará por si&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E és tu quem tem a chave dessa porta, meu amor&lt;br /&gt;Só tu podes abri-la e me libertar da pena suprema&lt;br /&gt;De viver sem ti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não seria nada justo, depois da verdadeira benção que foi te ter em meus braços&lt;br /&gt;Ser amaldiçoado a cambalear pela vida a fora,&lt;br /&gt;Apenado a rolar como um trapo, como um morto em vida&lt;br /&gt;Sem teu amor a me nutrir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu lançaria pedras à desgraçada Moira&lt;br /&gt;Que me tecesse tal teia&lt;br /&gt;Eu enfrentaria Deus, se me fizesse tal desfeita,&lt;br /&gt;Mostrando a ele ou a quem quer que fosse o que sou capaz para não te perder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Te solto dos meus braços&lt;br /&gt;Tua blusa ainda molhada&lt;br /&gt;Beijo uma última vez teus lábios e saio sem te dizer nada ou olhar para trás&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cabeça erguida aponta para a certeza do amanhã de felicidade que nos espera&lt;br /&gt;Que nos aguarda para que juntos o venhamos a construir.&lt;br /&gt;E é por isso que tão breve voltarei para teus braços,&lt;br /&gt;Minha criança,&lt;br /&gt;Meu amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ton Neumann&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3504897643134249743-8439330558085140075?l=tonneumann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tonneumann.blogspot.com/feeds/8439330558085140075/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3504897643134249743&amp;postID=8439330558085140075' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3504897643134249743/posts/default/8439330558085140075'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3504897643134249743/posts/default/8439330558085140075'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tonneumann.blogspot.com/2009/02/poema-sobre-o-momento-de-meu-partir.html' title='Poema Sobre o Momento de Meu Partir'/><author><name>Ton Neumann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15823789921959307263</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3504897643134249743.post-2995511641762202430</id><published>2009-02-28T14:44:00.000-03:00</published><updated>2009-02-28T14:46:07.781-03:00</updated><title type='text'>O Ciúme</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;O sol arde, inclemente aos que a ele se submetem&lt;br /&gt;Nenhuma folha se move&lt;br /&gt;Nenhuma brisa farfalha entre as árvores;&lt;br /&gt;Nenhum latido ou barulho de qualquer outro animal.&lt;br /&gt;Nenhum sussurro de prece&lt;br /&gt;Nenhum suspiro de saudade&lt;br /&gt;Nenhum tórrido gemer de amantes&lt;br /&gt;Nenhum soluço de dor&lt;br /&gt;Nenhuma gargalhada de embriaguês&lt;br /&gt;Paira no ar apenas um silêncio traiçoeiro&lt;br /&gt;Somente o cheiro da morte, de alguma forma que não permite descrição,&lt;br /&gt;Desafia o indescritível da tensão desse momento,&lt;br /&gt;Tão presente quanto inexplicável&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se saída do nada, sem que se perceba de onde,&lt;br /&gt;Vara o ar a flecha do ciúme e atinge em cheio o coração do poeta&lt;br /&gt;Antes mesmo que perceba o que de fato está a acontecer&lt;br /&gt;Alarma-lhe o barulho seco do projétil ao adentrar seu corpo&lt;br /&gt;Por um instante, a sensação de surpresa é substituída pela dormência.&lt;br /&gt;Ele olha para os lados tentando identificar de onde lhe foi desferido o golpe&lt;br /&gt;Seu corpo gira sem qualquer referência e o mundo todo em volta de si&lt;br /&gt;Um misto de náusea e boca seca tomam-no por completo&lt;br /&gt;A cabeça dói, lateja, como que presenciado à distância o que está acontecendo,&lt;br /&gt;Mas sem poder intervir em nada.&lt;br /&gt;Então o veneno da flecha mostra ao que veio&lt;br /&gt;E lhe submete a um tipo de ardência desconhecida, corrosiva, justo em seu coração&lt;br /&gt;O sangue molha o peito e sua dor se confunde com a vergonha que o novo e indesejado sentimento proporcionam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como revelar a mulher amada uma sua face tão mesquinha¿&lt;br /&gt;Como correr o risco de decepcioná-la¿&lt;br /&gt;Como revelar-se fraco, ainda que sejam os humanos fracos,&lt;br /&gt;A quem te supõe herói¿&lt;br /&gt;A que te vê como a El Condor&lt;br /&gt;Voando acima da miséria do que é comum aos mortais&lt;br /&gt;Como revelar a pobreza de minha alma que se corrói&lt;br /&gt;Ao encontrar marcas de teu ex-amor ela casa a fora¿&lt;br /&gt;Como conter o ímpeto de te implorar que as apagues pois nenhum outro te merece mais que eu&lt;br /&gt;E que depois do que meu corpo fez com o teu&lt;br /&gt;Nenhum sinal é digno de estar em teu caminho&lt;br /&gt;De desviar tua atenção&lt;br /&gt;Sobre aquilo que desejo que te seja supremo: meu amor&lt;br /&gt;Como suprema és para mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como ter cara de usar a poesia para te revelar que há motivos para que deixes de me querer¿&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Calo, agora, à espera do veredicto que sei que nesse momento teu coração processa&lt;br /&gt;Mas não me furto de revelar o que o meu fala:&lt;br /&gt;Tenho ciúmes, sim.&lt;br /&gt;Não me orgulho dele&lt;br /&gt;Mas fui por ele abatido e não posso mais esconder de isso de ti&lt;br /&gt;Resta-me uma ponta de esperança,&lt;br /&gt;Não pelo pequeno que sinto,&lt;br /&gt;Mas pelo grande que és&lt;br /&gt;De que meu ciúme, para ti, possa vir a ser&lt;br /&gt;Mais uma das tantas provas de amor que tenho&lt;br /&gt;Ainda que por tão sombria senda,&lt;br /&gt;A teu coração, oferecer.&lt;br /&gt; Ton Neumann&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3504897643134249743-2995511641762202430?l=tonneumann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tonneumann.blogspot.com/feeds/2995511641762202430/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3504897643134249743&amp;postID=2995511641762202430' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3504897643134249743/posts/default/2995511641762202430'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3504897643134249743/posts/default/2995511641762202430'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tonneumann.blogspot.com/2009/02/o-ciume.html' title='O Ciúme'/><author><name>Ton Neumann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15823789921959307263</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3504897643134249743.post-2376522584722268025</id><published>2009-02-28T14:33:00.000-03:00</published><updated>2009-02-28T14:35:17.373-03:00</updated><title type='text'>O Dom</title><content type='html'>A poesia nada mais é&lt;br /&gt;Do que esse dom que recebi&lt;br /&gt;De conseguir revelar,&lt;br /&gt;Através da palavra,&lt;br /&gt;O quanto cada momento aparentemente prosaico&lt;br /&gt;Resguarda em si um ato de celebração à vida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ton Neumann&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3504897643134249743-2376522584722268025?l=tonneumann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tonneumann.blogspot.com/feeds/2376522584722268025/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3504897643134249743&amp;postID=2376522584722268025' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3504897643134249743/posts/default/2376522584722268025'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3504897643134249743/posts/default/2376522584722268025'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tonneumann.blogspot.com/2009/02/o-dom.html' title='O Dom'/><author><name>Ton Neumann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15823789921959307263</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3504897643134249743.post-4854022761135353014</id><published>2009-02-19T10:05:00.001-03:00</published><updated>2009-02-19T10:07:02.017-03:00</updated><title type='text'>Presente Matutino</title><content type='html'>(para você, doce criança)&lt;br /&gt;Amanhã?&lt;br /&gt;Não consigo entender exatamente sobre o que falas.&lt;br /&gt;Ontem?&lt;br /&gt;Também desconheço o significado dessa palavra.&lt;br /&gt;Meu único referencial de tempo se chama presente.&lt;br /&gt;Por que nele posso te amar&lt;br /&gt;Por que ele te designa&lt;br /&gt;Por ser ele o leito onde durmo e acordo contigo&lt;br /&gt;O leito por onde corre o caudaloso rio do nosso amor&lt;br /&gt;A estrada que conduz meus passos ao paço do teu coração.&lt;br /&gt;O espaço que tenho (que idiotas os físicos que dizem não ter, o tempo, espaço)&lt;br /&gt;Para escrever todos os poemas de amor&lt;br /&gt;Que um homem possa escrever e deixar em furtivos espaços&lt;br /&gt;Para que a mulher amada se surpreenda ao encontrá-los no amanhecer&lt;br /&gt;Quando buscava apenas&lt;br /&gt;Escolher com qual dos outros presentes haveria de brincar naquele dia.&lt;br /&gt;O presente maior ao poeta&lt;br /&gt;É te ter em sua vida, mulher&lt;br /&gt;E como um vassalo apaixonado por sua senhora&lt;br /&gt;Cumprir a doce obrigação de te encantar&lt;br /&gt;Com um novo poema a cada manhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse amor nos nutre.&lt;br /&gt;A poesia nos nutre,&lt;br /&gt;Como também ao nosso amor.&lt;br /&gt;Assim cevamos a vida.&lt;br /&gt;Sendo, do outro, presente.&lt;br /&gt;Em todas as suas acepções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ton Neumann&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3504897643134249743-4854022761135353014?l=tonneumann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tonneumann.blogspot.com/feeds/4854022761135353014/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3504897643134249743&amp;postID=4854022761135353014' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3504897643134249743/posts/default/4854022761135353014'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3504897643134249743/posts/default/4854022761135353014'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tonneumann.blogspot.com/2009/02/presente-matutino.html' title='Presente Matutino'/><author><name>Ton Neumann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15823789921959307263</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3504897643134249743.post-2132413442310989266</id><published>2009-02-17T09:56:00.003-03:00</published><updated>2009-02-17T10:13:11.482-03:00</updated><title type='text'>Quixote</title><content type='html'>Essa, mais que nunca, é para você, meu doce.&lt;br /&gt;Aos que lêem, de fora, essa declaração devem pensar: Que coisa mais meladinha. Isso, exatamente isso. Meladinha. E muito mais. E nós sabemos o porquê. Especialmente eu sei o quanto tens adoçado minha vida e o quanto tenho sido feliz desde o dia que entraste porta a dentro em minhas terras e te instalastes com fumos de conquistadora. Rendido, desde então estou, pois. Minha doce conquistadora.&lt;br /&gt;(Letra de canção, melodia já composta)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cavaleiro andante&lt;br /&gt;De destino errante&lt;br /&gt;Que em lutas nos campos de guerra do amor&lt;br /&gt;Perdeu tantas batalhas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descobrindo outras trilhas&lt;br /&gt;Renascendo das cinzas&lt;br /&gt;É comum, pra quem luta nos campos de guerra do amor&lt;br /&gt;Cicatrizes, feridas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu mundo uma noite&lt;br /&gt;E eu pro mundo um dia&lt;br /&gt;É comum, para quem perdeu lutas nos campos de guerra do amor&lt;br /&gt;Uma falsa alegria&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas me deu, tua verdade&lt;br /&gt;A vontade e a certeza&lt;br /&gt;De querer novas lutas nos campos de guerra do amor&lt;br /&gt;E é por isso princesa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que aqui vim pra buscar-te&lt;br /&gt;Pois tu tens o segredo&lt;br /&gt;De levar-me de novo, pras lutas nos campos de guerra do amor&lt;br /&gt;Sem angústias sem medo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixo as bruxas, dragões&lt;br /&gt;E os moinhos pra trás&lt;br /&gt;Pois tu és, para mim, nessas lutas dos campos de guerra do amor&lt;br /&gt;Meu tratado de paz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ton Neumann&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3504897643134249743-2132413442310989266?l=tonneumann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tonneumann.blogspot.com/feeds/2132413442310989266/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3504897643134249743&amp;postID=2132413442310989266' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3504897643134249743/posts/default/2132413442310989266'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3504897643134249743/posts/default/2132413442310989266'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tonneumann.blogspot.com/2009/02/quixote.html' title='Quixote'/><author><name>Ton Neumann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15823789921959307263</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3504897643134249743.post-4529856039319529939</id><published>2009-02-16T11:33:00.000-03:00</published><updated>2009-02-16T11:34:19.757-03:00</updated><title type='text'>Ilusão</title><content type='html'>(Letra de canção, melodia já composta)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eras a minha menina&lt;br /&gt;A minha alegria&lt;br /&gt;O meu bem querer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eras a minha verdade&lt;br /&gt;A felicidade com a qual&lt;br /&gt;Desde sempre eu sonhei&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eras a minha canção&lt;br /&gt;Eras cada batida&lt;br /&gt;Do meu coração&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eras o meu dedilhado&lt;br /&gt;Eras o sincopado&lt;br /&gt;Do meu violão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pena eu não ter perguntado&lt;br /&gt;Mais cedo teu nome,&lt;br /&gt;Ilusão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Partiste em pedaços meus sonhos&lt;br /&gt;No exato instante que me revelaste&lt;br /&gt;O orgulho que um dia haverias de ter&lt;br /&gt;Quando contasses pro mundo&lt;br /&gt;Teres sido alguém&lt;br /&gt;Que eu um dia amei&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falaste o que sempre se fala&lt;br /&gt;Quando quer se ir embora sem o outro magoar&lt;br /&gt;Calei, como perdem a fala&lt;br /&gt;Os que amam e vêem&lt;br /&gt;Um novo amor&lt;br /&gt;Seu amor procurar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ton Neumann&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3504897643134249743-4529856039319529939?l=tonneumann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tonneumann.blogspot.com/feeds/4529856039319529939/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3504897643134249743&amp;postID=4529856039319529939' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3504897643134249743/posts/default/4529856039319529939'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3504897643134249743/posts/default/4529856039319529939'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tonneumann.blogspot.com/2009/02/ilusao.html' title='Ilusão'/><author><name>Ton Neumann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15823789921959307263</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3504897643134249743.post-1737795033889140246</id><published>2009-02-15T02:49:00.001-03:00</published><updated>2009-02-15T02:51:21.275-03:00</updated><title type='text'>A Espera de Ti</title><content type='html'>(Letra de Canção, melodia já composta)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando partiste&lt;br /&gt;Partiste também a mim&lt;br /&gt;Como um cristal&lt;br /&gt;Despedacei-me com o fim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deste amor&lt;br /&gt;Que pra mim era tudo&lt;br /&gt;Definhei, quis morrer&lt;br /&gt;Pra te amar ainda mais do outro mundo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tu não sabes&lt;br /&gt;Nunca sabe o que parte&lt;br /&gt;Que ao deixar seu amor&lt;br /&gt;Leva dele uma parte&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E hoje há&lt;br /&gt;Uma parte de mim&lt;br /&gt;Que carregas contigo&lt;br /&gt;Desde a hora do fim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivo do vício&lt;br /&gt;De trapacear minha dor&lt;br /&gt;Desse delírio&lt;br /&gt;De reaver teu amor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E até lá&lt;br /&gt;Só te peço, enfim&lt;br /&gt;Cuida bem dessa parte&lt;br /&gt;Que levaste de mim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quem sabe&lt;br /&gt;Em um mundo real&lt;br /&gt;Se consiga o milagre&lt;br /&gt;De colar-se o cristal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;És o mago&lt;br /&gt;Que possui tal poder&lt;br /&gt;Me devolve, querido&lt;br /&gt;A razão de viver&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis-me aqui&lt;br /&gt;A espera de ti&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ton Neumann&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3504897643134249743-1737795033889140246?l=tonneumann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tonneumann.blogspot.com/feeds/1737795033889140246/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3504897643134249743&amp;postID=1737795033889140246' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3504897643134249743/posts/default/1737795033889140246'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3504897643134249743/posts/default/1737795033889140246'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tonneumann.blogspot.com/2009/02/espera-de-ti.html' title='A Espera de Ti'/><author><name>Ton Neumann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15823789921959307263</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3504897643134249743.post-7979141503481381259</id><published>2009-02-15T02:47:00.001-03:00</published><updated>2009-02-15T02:49:00.531-03:00</updated><title type='text'>Acordado</title><content type='html'>Estou acordado. Muito acordado...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prefiro ficar acordado. Assim posso sonhar contigo o tempo todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ton Neumann&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3504897643134249743-7979141503481381259?l=tonneumann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tonneumann.blogspot.com/feeds/7979141503481381259/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3504897643134249743&amp;postID=7979141503481381259' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3504897643134249743/posts/default/7979141503481381259'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3504897643134249743/posts/default/7979141503481381259'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tonneumann.blogspot.com/2009/02/acordado.html' title='Acordado'/><author><name>Ton Neumann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15823789921959307263</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3504897643134249743.post-1510007001406506071</id><published>2009-02-15T02:33:00.002-03:00</published><updated>2009-02-15T02:52:15.371-03:00</updated><title type='text'>O Fogo do Amor</title><content type='html'>(Letra de Canção, melodia já composta)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah,&lt;br /&gt;O Fogo do amor me queima&lt;br /&gt;Me arde, maltrata e teima&lt;br /&gt;Em não querer se apagar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem&lt;br /&gt;Conhece a dor da saudade&lt;br /&gt;Sonha em a felicidade&lt;br /&gt;Vir há um dia reencontrar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor&lt;br /&gt;Faz nossos dias mais claros&lt;br /&gt;Os sentimentos mais raros&lt;br /&gt;Nos reanima a sonhar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E sonho&lt;br /&gt;Que um dia voltes pra casa&lt;br /&gt;Tua casa que é meu corpo&lt;br /&gt;Esse corpo que é teu lar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivo&lt;br /&gt;Somente pela esperança&lt;br /&gt;Que deixes de ser lembrança&lt;br /&gt;E voltes a me habitar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por mais&lt;br /&gt;Que o tempo tenha passado&lt;br /&gt;E a vida nos afastado&lt;br /&gt;Eu continuo a te amar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ton Neumann&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3504897643134249743-1510007001406506071?l=tonneumann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tonneumann.blogspot.com/feeds/1510007001406506071/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3504897643134249743&amp;postID=1510007001406506071' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3504897643134249743/posts/default/1510007001406506071'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3504897643134249743/posts/default/1510007001406506071'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tonneumann.blogspot.com/2009/02/o-fogo-do-amor.html' title='O Fogo do Amor'/><author><name>Ton Neumann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15823789921959307263</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3504897643134249743.post-2989755878170289899</id><published>2009-02-15T02:28:00.000-03:00</published><updated>2009-02-15T02:29:48.048-03:00</updated><title type='text'>Vale a Canção</title><content type='html'>Queria tanto&lt;br /&gt;Se ainda desse&lt;br /&gt;Se permitissem, as cicatrizes&lt;br /&gt;Se perdoassem nossas lembranças&lt;br /&gt;Tanto lembrar&lt;br /&gt;Momentos bons&lt;br /&gt;Revoluções&lt;br /&gt;Tantas manhãs&lt;br /&gt;A se abraçar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria tanto&lt;br /&gt;Se ainda posso&lt;br /&gt;E até quem sabe&lt;br /&gt;Posso poder&lt;br /&gt;Então dizer&lt;br /&gt;Ao teu presente&lt;br /&gt;Que esse passado&lt;br /&gt;Que hoje evoco&lt;br /&gt;Não guarda marcas&lt;br /&gt;Nem restrições&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não são somente&lt;br /&gt;Meros momentos&lt;br /&gt;Copos virados&lt;br /&gt;Corpos sedentos&lt;br /&gt;Valium, cerveja&lt;br /&gt;Maria Juana&lt;br /&gt;E carnaval&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também cultiva&lt;br /&gt;Roupas no armário&lt;br /&gt;Marcas no corpo&lt;br /&gt;Ausência n’alma&lt;br /&gt;Falta de calma&lt;br /&gt;Sobra perdão&lt;br /&gt;Vale a canção&lt;br /&gt;Teu beijo, língua&lt;br /&gt;Jabuticaba, crianças negras&lt;br /&gt;A tua boca,&lt;br /&gt;Meu coração&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ton Neumann&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3504897643134249743-2989755878170289899?l=tonneumann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tonneumann.blogspot.com/feeds/2989755878170289899/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3504897643134249743&amp;postID=2989755878170289899' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3504897643134249743/posts/default/2989755878170289899'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3504897643134249743/posts/default/2989755878170289899'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tonneumann.blogspot.com/2009/02/vale-cancao.html' title='Vale a Canção'/><author><name>Ton Neumann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15823789921959307263</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3504897643134249743.post-4647324329895548580</id><published>2009-02-15T02:05:00.002-03:00</published><updated>2009-02-15T02:11:49.199-03:00</updated><title type='text'>Balada pelos Sonhos do meu Amor</title><content type='html'>Tu nem sonhas, meu amor&lt;br /&gt;Mas enquanto dormes, longe de mim&lt;br /&gt;Sonho por ti, acordado,&lt;br /&gt;Por nós, sonho,&lt;br /&gt;Nosso sonho,&lt;br /&gt;Nosso amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tu sequer me vias e eu já te amava&lt;br /&gt;Sequer sabias que existia meu amor por ti&lt;br /&gt;E eu já conhecia cada sinal de tua respiração.&lt;br /&gt;Em cada timbre de tua voz&lt;br /&gt;Eu reconhecia um mistério contido&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como um viciado,&lt;br /&gt;Meus pensamentos já não mais conheciam outros caminhos&lt;br /&gt;Que não os que conduzissem a ti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como um oráculo&lt;br /&gt;Que previa algúrios para esse amor,&lt;br /&gt;Adivinhava os desejos&lt;br /&gt;Que cevavas, sem saber, por mim&lt;br /&gt;E te alertava sobre as vicissitudes que as tardes te trariam&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim a cada dia desde que te vi&lt;br /&gt;Eu estendi um tapete de flores&lt;br /&gt;Por onde havias de passar&lt;br /&gt;E em meio a elas depositei meu coração&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tu, no entanto, senhora que és&lt;br /&gt;Suprema sacerdotisa de meu credo&lt;br /&gt;Não o pisaste, ao contrário&lt;br /&gt;O tomaste em mão e o colocaste dentro de teu peito&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso desde então sou teu&lt;br /&gt;Por isso desde então te dei minha vida&lt;br /&gt;E reneguei qualquer plano que para ela tivesse&lt;br /&gt;Quem ma deu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como um herege,&lt;br /&gt;Um filho ingrato,&lt;br /&gt;Como o insolente, que de fato sou&lt;br /&gt;Como um traidor que renega sua raça&lt;br /&gt;Pelo amor da mulher&lt;br /&gt;Filha do inimigo de sua gente&lt;br /&gt;Mas que nem por isso se sente traidor&lt;br /&gt;Uma vez que o fez que ao que chamam traição&lt;br /&gt;Eu dou o nome de amor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrevo versos pelas madrugadas&lt;br /&gt;Não raro, debruçado neles&lt;br /&gt;Sou eu quem desperta o sol&lt;br /&gt;Meu ofício se resume em semear versos&lt;br /&gt;Por jardins onde florescem fusas e colcheias&lt;br /&gt;Posso olhar olho no olho a cara das pessoas,&lt;br /&gt;Tenho teto e o que comer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou capaz de entender o sofrimento alheio&lt;br /&gt;E meu coração não se permite reservar espaços para a maldade&lt;br /&gt;Nunca pisei em ninguém&lt;br /&gt;Luto por um mundo sem fome e com menos dor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teu útero, sei&lt;br /&gt;Há de ser terra a brotar minhas sementes&lt;br /&gt;Hoje, te tenho em minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tu, que só agora entendo,&lt;br /&gt;És de fato a poesia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que para mim é o tudo&lt;br /&gt;E por si só me basta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ton Neumann&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3504897643134249743-4647324329895548580?l=tonneumann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tonneumann.blogspot.com/feeds/4647324329895548580/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3504897643134249743&amp;postID=4647324329895548580' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3504897643134249743/posts/default/4647324329895548580'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3504897643134249743/posts/default/4647324329895548580'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tonneumann.blogspot.com/2009/02/balada-pelos-sonhos-de-meu-amor.html' title='Balada pelos Sonhos do meu Amor'/><author><name>Ton Neumann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15823789921959307263</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3504897643134249743.post-8467722965309956292</id><published>2009-02-14T04:05:00.001-02:00</published><updated>2009-02-15T01:58:24.418-03:00</updated><title type='text'>PROPOSTA</title><content type='html'>Nas calçadas em que andas&lt;br /&gt;Mancha o chão a poesia&lt;br /&gt;Quando andas pelas ruas&lt;br /&gt;Ganham mais cores os dias&lt;br /&gt;Tolo, o sol se assanha&lt;br /&gt;E mais luz'inda irradia&lt;br /&gt;A  lua até já me disse&lt;br /&gt;Sentir certo desconforto&lt;br /&gt;Quando tu sais pelas ruas&lt;br /&gt;Esbanjando essa alegria&lt;br /&gt;Que desconcerta nós outros&lt;br /&gt;A quem só restam suspiros&lt;br /&gt;E o sonhar em ter-te um dia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o mar pisas, distraída,&lt;br /&gt;Até as ondas silenciam&lt;br /&gt;E espalha-se a boa nova&lt;br /&gt;Entre os seus  habitantes&lt;br /&gt;Que a rainha do tempo&lt;br /&gt;Acabou de ali estar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim por todo o lugar&lt;br /&gt;Em que venhas a passar&lt;br /&gt;Provocas um rebuliço&lt;br /&gt;Tão grande e tão intenso&lt;br /&gt;Que por vezes até penso&lt;br /&gt;Como a té hoje a polícia&lt;br /&gt;Ainda não te proibiu&lt;br /&gt;De pelas ruas andar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é pra evitar mais problemas&lt;br /&gt;Que te venham molestar&lt;br /&gt;Que escrevi esses versos&lt;br /&gt;Bobinhos, quase dispersos,&lt;br /&gt;Nessa forma de canção&lt;br /&gt;Pra perguntar se não queres&lt;br /&gt;Pro resto de nossas vidas&lt;br /&gt;Morar no meu coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ton Neumann&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3504897643134249743-8467722965309956292?l=tonneumann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tonneumann.blogspot.com/feeds/8467722965309956292/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3504897643134249743&amp;postID=8467722965309956292' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3504897643134249743/posts/default/8467722965309956292'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3504897643134249743/posts/default/8467722965309956292'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tonneumann.blogspot.com/2009/02/proposta.html' title='PROPOSTA'/><author><name>Ton Neumann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15823789921959307263</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3504897643134249743.post-7457364320928743800</id><published>2009-02-11T02:38:00.001-02:00</published><updated>2009-02-15T01:54:47.840-03:00</updated><title type='text'>Estranho Doce</title><content type='html'>Estranhas mesmo,&lt;br /&gt;Essas coisas do amor.&lt;br /&gt;Misteriosas;&lt;br /&gt;Vontadeiras;&lt;br /&gt;Poderosas;&lt;br /&gt;Prepotentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não reconhecem preceitos&lt;br /&gt;Desacatam preconceitos&lt;br /&gt;Tornam inúteis os planos&lt;br /&gt;Jogam por terra o que em anos&lt;br /&gt;Sedimentou nossas crenças&lt;br /&gt;Reconciliam diferenças&lt;br /&gt;Do ateu fazem cristão&lt;br /&gt;Do crente, um crente em nada&lt;br /&gt;Da manhã, fazem madrugada&lt;br /&gt;Pois é nela que os amantes&lt;br /&gt;Vivem, revivem, refazem&lt;br /&gt;Os seus melhores instantes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dos tolos, fazem poetas&lt;br /&gt;Dos mais fortes homens frágeis&lt;br /&gt;Dos meninos generais&lt;br /&gt;Dos filhos, às vezes pais&lt;br /&gt;Da paz guerra e dela paz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da vida um novo início&lt;br /&gt;Um saudável novo vício&lt;br /&gt;De um corpo ao outro ter&lt;br /&gt;De um, vida ao outro dar&lt;br /&gt;E então dessas duas vidas&lt;br /&gt;Ainda outras gerar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As coisas do amor só ouvem&lt;br /&gt;O que diz o coração&lt;br /&gt;Fazem troça da razão&lt;br /&gt;E aos pobres matemáticos&lt;br /&gt;Tratam-nos como lunáticos&lt;br /&gt;Como assim, sem mais pudores&lt;br /&gt;Tratam todos pensadores&lt;br /&gt;Homens de qualquer ciência&lt;br /&gt;Qualquer outra referência&lt;br /&gt;Religião, filosofia&lt;br /&gt;Que não se dêem a entender&lt;br /&gt;Que apenas a poesia&lt;br /&gt;É a linguagem que consegue&lt;br /&gt;O coração entender&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Misterioso o tal do amor&lt;br /&gt;Saboroso o tal do amor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem cheiro de maresia&lt;br /&gt;Gosto de beijo molhado&lt;br /&gt;Em meio a corpo suado&lt;br /&gt;Por se dar a noite a fora&lt;br /&gt;Até o amanhecer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz o azul aparecer&lt;br /&gt;No meio de uma borrasca&lt;br /&gt;Mar bravio, sereno lago&lt;br /&gt;De um bramido um afago&lt;br /&gt;O amor é mesmo um poeta&lt;br /&gt;Um criador sem barreiras,&lt;br /&gt;Um guri bem sem maneiras&lt;br /&gt;Uma fêmea a se ajeitar&lt;br /&gt;Pra seu macho receber&lt;br /&gt;Sentir seu corpo tremer&lt;br /&gt;A lua se aproximar&lt;br /&gt;O calor do sol arder&lt;br /&gt;Dentro de si e seus nervos&lt;br /&gt;Retesarem, quase doerem&lt;br /&gt;Uma dor que ela deseja&lt;br /&gt;Que não acabe jamais&lt;br /&gt;Numa profusão de ais&lt;br /&gt;De gritos insanos&lt;br /&gt;Gemidos&lt;br /&gt;Fuga do corpo&lt;br /&gt;E no corpo&lt;br /&gt;Daquele que lhe possui&lt;br /&gt;Encontrar a própria alma&lt;br /&gt;Enlouquecer até a calma&lt;br /&gt;Mais serena encontrar&lt;br /&gt;Até sentir o seu homem&lt;br /&gt;Nesse também se entregar&lt;br /&gt;Viver a pequena morte&lt;br /&gt;Que experimenta no instante&lt;br /&gt;Que está a se derramar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor é como beber&lt;br /&gt;Todo o mar em um só trago&lt;br /&gt;Querer ser todo o outro&lt;br /&gt;E o outro ter no seu ser&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor quando fala em ter&lt;br /&gt;Não fala em pertencimento&lt;br /&gt;Muito mais fala em momento&lt;br /&gt;Mas um tipo de momento&lt;br /&gt;Que não se marca em relógio&lt;br /&gt;É um louco sentimento&lt;br /&gt;Que mais torna senhorio&lt;br /&gt;O que mais se der ao outro&lt;br /&gt;E que faz do mais gentil&lt;br /&gt;Quem mais se pretende agraciar&lt;br /&gt;Com todas a s gentilezas&lt;br /&gt;Capazes de se gerar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor quando é verdadeiro&lt;br /&gt;Não precisa de papéis.&lt;br /&gt;O coração de quem ama&lt;br /&gt;Entrega-se bem faceiro&lt;br /&gt;A esse novo posseiro&lt;br /&gt;Que a ele veio tomar&lt;br /&gt;Pois entende que entregar-se&lt;br /&gt;É a maior das vitórias&lt;br /&gt;A mais linda das histórias&lt;br /&gt;Que pode vir a contar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor é um doce estranho&lt;br /&gt;De cheiros incomparáveis&lt;br /&gt;Só decifrável, de fato&lt;br /&gt;A quem partir do suposto&lt;br /&gt;Que só está preparado&lt;br /&gt;Para provar de tal gosto&lt;br /&gt;Aquele que se liberte&lt;br /&gt;Da sina de decifrar&lt;br /&gt;E tenha a alma aberta&lt;br /&gt;Pra somente saborear&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor é escrever&lt;br /&gt;Um poema como esse&lt;br /&gt;E entregá-lo a sua amada&lt;br /&gt;Como em um ato prosaico&lt;br /&gt;Que ainda que saboroso,&lt;br /&gt;Despido de rituais&lt;br /&gt;Avesso a solenidades&lt;br /&gt;Como um vestir de sapatos&lt;br /&gt;Um banho em um ribeirão&lt;br /&gt;Um pão saindo do forno&lt;br /&gt;Como mogango com leite&lt;br /&gt;Ou qualquer outro deleite&lt;br /&gt;Que por diário que seja&lt;br /&gt;Assim não mais se perceba&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como quem toma em seus braços&lt;br /&gt;A criatura amada&lt;br /&gt;E sem um dizer de mais nada&lt;br /&gt;Fitando fundo seus olhos&lt;br /&gt;Lhe despe roupa por roupa&lt;br /&gt;Como quem lhe rouba o sono&lt;br /&gt;Como quem lhe morde a boca&lt;br /&gt;Como quem tem o poder&lt;br /&gt;De confundir-lhe o andar&lt;br /&gt;Em meio a tanta incerteza&lt;br /&gt;Que tanta certeza traz&lt;br /&gt;Como quem lhe assombra a vida&lt;br /&gt;Como quem lhe tira a paz&lt;br /&gt;E com a cara mais deslavada&lt;br /&gt;Consciente e inconseqüente&lt;br /&gt;Diz que só a devolverá&lt;br /&gt;Se aceitar esse convite&lt;br /&gt;Em forma de poesia&lt;br /&gt;Que comecei a compor&lt;br /&gt;Com a lua’inda em meio céu&lt;br /&gt;E acabo ao raiar do dia&lt;br /&gt;De por todas as outras noites&lt;br /&gt;Que a vida ainda me reservar&lt;br /&gt;Antes que eu tenha que ir&lt;br /&gt;Pra onde vão os poetas&lt;br /&gt;Na hora de seu partir&lt;br /&gt;Em minha cama, senhora&lt;br /&gt;Comigo vier dormir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ton Neumann&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3504897643134249743-7457364320928743800?l=tonneumann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tonneumann.blogspot.com/feeds/7457364320928743800/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3504897643134249743&amp;postID=7457364320928743800' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3504897643134249743/posts/default/7457364320928743800'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3504897643134249743/posts/default/7457364320928743800'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tonneumann.blogspot.com/2009/02/estranho-doce.html' title='Estranho Doce'/><author><name>Ton Neumann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15823789921959307263</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3504897643134249743.post-6159009804903916615</id><published>2009-02-10T00:44:00.002-02:00</published><updated>2009-02-15T02:00:50.584-03:00</updated><title type='text'>PRA TE DESCOBRIR</title><content type='html'>Uma canção que fiz há muito tempo e que agora ganhou seu verdadeiro sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo quanto eu possa&lt;br /&gt;Vou fazer por ti&lt;br /&gt;Pra encontrar teus sonhos&lt;br /&gt;Pra te descobrir&lt;br /&gt;Pra te dar meu corpo&lt;br /&gt;E depois dormir&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu beijar tua boca&lt;br /&gt;E você sentir&lt;br /&gt;É que algo, entre nós&lt;br /&gt;Há de ainda existir&lt;br /&gt;O que é que te falta&lt;br /&gt;Pra me descobrir?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não me olhe com os olhos&lt;br /&gt;De quem não gosta de mim&lt;br /&gt;Não te engana a ti mesma&lt;br /&gt;Pra que sofrer tanto assim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu não sou tudo o que queres&lt;br /&gt;Sou quem te ama&lt;br /&gt;E tu amas,&lt;br /&gt;Enfim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vê se então me liga&lt;br /&gt;Se me dá atenção&lt;br /&gt;Não despreze assim&lt;br /&gt;Quem te tem paixão&lt;br /&gt;Eu queria tanto&lt;br /&gt;Ser tua ilusão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser teu carnaval&lt;br /&gt;Ser o teu por vir&lt;br /&gt;Chega de chorar&lt;br /&gt;Antes de dormir&lt;br /&gt;Fica do meu lado&lt;br /&gt;Nem pensa em partir&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não me olhe com os olhos&lt;br /&gt;De quem não gosta de mim&lt;br /&gt;Não te engana a ti mesma&lt;br /&gt;Pra que sofrer tanto assim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu não sou tudo o que queres&lt;br /&gt;Sou quem te ama&lt;br /&gt;E tu amas,&lt;br /&gt;Enfim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ton Neumann&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3504897643134249743-6159009804903916615?l=tonneumann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tonneumann.blogspot.com/feeds/6159009804903916615/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3504897643134249743&amp;postID=6159009804903916615' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3504897643134249743/posts/default/6159009804903916615'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3504897643134249743/posts/default/6159009804903916615'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tonneumann.blogspot.com/2009/02/uma-cancao-que-fiz-ha-muito-tempo-e-que.html' title='PRA TE DESCOBRIR'/><author><name>Ton Neumann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15823789921959307263</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3504897643134249743.post-6257458090092823217</id><published>2009-01-23T18:06:00.002-02:00</published><updated>2009-01-23T18:10:22.725-02:00</updated><title type='text'>Roccaille</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: center" align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: center" align="left"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Cara de anjo&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Casa de rocha&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Claro sinal&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Luz compartida&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Pernas de sonho&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Boca de mar&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Boca de amar&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Sorriso de rio&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Colo macio&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;E essa fêmea no cio&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;A se me entregar&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Por todas suas águas, senhora&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Desejo meu barco singrar&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Marujo que eu sou&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Tão sem hora, sem pressa&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;De velas subir &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Âncoras levantar&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Quem disse que um Porto Seguro&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Não guarda segredos, mistérios¿&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Quem disse que um cais&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Mesmo feito de pedras&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Não tem a leveza capaz de fazer um corsário&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;No céu flutuar¿&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Minha menina de rocha&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Onomatopéica criança&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Mulher em forma de graça&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Tez de textura mais rara&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Beijo na boca roubado&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Desejo silenciado&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Motivo para mas um dia&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Razão para a poesia&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Ton Neumann&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3504897643134249743-6257458090092823217?l=tonneumann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tonneumann.blogspot.com/feeds/6257458090092823217/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3504897643134249743&amp;postID=6257458090092823217' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3504897643134249743/posts/default/6257458090092823217'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3504897643134249743/posts/default/6257458090092823217'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tonneumann.blogspot.com/2009/01/roccaille.html' title='Roccaille'/><author><name>Ton Neumann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15823789921959307263</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3504897643134249743.post-352615436295586076</id><published>2009-01-16T18:19:00.002-02:00</published><updated>2009-01-16T18:22:49.703-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Eu sei que o Dia Internacional da Mulher é só 08 de março. Mas como já estamos com a campanha pubilitária na rua, resolvi colocar o texto que escrevi para o dia aqui. Espero que gostem. Apesar de ter o caráter de ser uma peça publicitária, escrevi de coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Por Vós&lt;br /&gt;Não apenas por que de uma de vós eu vim&lt;br /&gt;E para os braços de outra corro em desesperado amor&lt;br /&gt;Não por que sois meu ponto de partida e porto seguro de minha chegada&lt;br /&gt;Não por que com algumas de vós ri todos os risos da alegria&lt;br /&gt;E todos os prantos da mágoa do amor perdido por outras chorei&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, mais e, sobretudo&lt;br /&gt;Por que vossa linhagem é superior&lt;br /&gt;Tanto que o próprio Deus se fez homem para nascer do ventre de uma de vós...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mulher,&lt;br /&gt;Encho minha boca para dizer teu nome&lt;br /&gt;E rejubilo de alegria ao te fazer musa de meu ofício&lt;br /&gt;Ao merecer teu sorriso,&lt;br /&gt;Tua atenção e carinho por onde quer que eu haja de passar&lt;br /&gt;Pois nobre é teu coração e grandes são as dádivas que tens a oferecer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se te dedicaram um dia internacional&lt;br /&gt;Te dedico o que me há de mais caro&lt;br /&gt;Meu amor, minha vida inteira&lt;br /&gt;O fazer de meus versos&lt;br /&gt;Mulher,&lt;br /&gt;A ti dedico minha poesia&lt;br /&gt;O que, certamente, é o que mais visceral de mim pode falar do amor&lt;br /&gt;Tu, que em um só ser, reúne todas as suas nuanças...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                                                    Ton Neumann&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3504897643134249743-352615436295586076?l=tonneumann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tonneumann.blogspot.com/feeds/352615436295586076/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3504897643134249743&amp;postID=352615436295586076' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3504897643134249743/posts/default/352615436295586076'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3504897643134249743/posts/default/352615436295586076'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tonneumann.blogspot.com/2009/01/eu-sei-que-o-dia-internacional-da.html' title=''/><author><name>Ton Neumann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15823789921959307263</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3504897643134249743.post-7411800820459289049</id><published>2009-01-16T18:15:00.001-02:00</published><updated>2009-01-16T18:17:21.341-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Escrevi esse artigo no final de 2008 e ainda não o havia postado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora postei. Aí está.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2009, muitos vão chorar;&lt;br /&gt;outros vão vender lenços.&lt;br /&gt;                                                                                                                                                                     &lt;br /&gt;Que me perdoem a forma pouco polida (afinal de contas, não passo de um descendente de alemães judeus e italianos, cujo apego pelos rapapés foi forjado na geada e no minuano dos pampas gaúchos – sei que a mistura é mesmo explosiva), mas estou de saco cheio de ouvir falar dessa coisa de crise em 2009.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro dia, em evento público, acabei por desferir (sim, a expressão é exatamente essa) a frase dá título a esse artigo. Fui ovacionado por uns e atomatado por outros. Os que me aplaudiram, imagino que tenham saído dali correndo atrás dos metafóricos lenços que pretendem comercializar; os que me torceram os narizes chamaram-me de grosso, mal-educado, insensível, além de outros adjetivos que o carinho que resguardo pela figura materna me impede de trazer à voga. Porém discordo peremptoriamente. Podem me fazer essas acusações por outras atitudes que tenha tomado, não por essa. E a de insensível, sobre essa fecho questão de que, definitivamente, é injusta. Também poupem a pobre velha. Senão, vejamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não criei a crise, não desejei a crise, não alimento a crise e, finalmente, não acredito na crise. Como assim, devem estar se perguntando? Está louco? Como não acredita na crise se ela está aí, derrubando bolsas, trazendo desemprego, gerando férias coletivas não programadas, despencando o valor de commodities? A questão é a seguinte (centremos nossa dialética nos cânones católicos, para melhor exemplificar): Você se confessa? Se a resposta for sim, é por que assume que peca. E por que se considera um pecador, logo acredita em pecado. Portanto precisa fazer algo que o elimine de você, ou arderá no fogo do inferno. Eu não. Não acredito em pecado, logo não peco. Não pecando, não sou pecador. Não sendo pecador, não vou para o inferno, não tenho uma vida atormentada pela culpa. Prefiro investir meu tempo e minha pouca inteligência (não precisam rir, sei que não é lá essas coisas, mas é a que tenho) em orientar minha vida por valores éticos universais, respeito aos com que convivo, apego pela verdade e honestidade nos propósitos, fraternidade com os mais necessitados. Mas e o céu? E o inferno? Não penso neles. São assuntos que não me dizem respeito. Cumpro minhas funções de filho do criador através de ações. Não de ritos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deu para perceber o paralelo com a crise? Pecado e crise dizem respeito à postura que temos em relação a eles. E eu não me mixo para nenhum dos dois. Há, sim, temos uma nova ordem econômica vigindo por esses dias? É verdade. E digo mais. Bem vinda essa nova ordem econômica, pois o que ela está fazendo é tirar dinheiro falso do mercado. Isso mesmo, dinheiro falso. Ou há outra explicação mais precisa para operações de sub-prime em cascata? Esse freio de arrumação poderia servir para que se encontrasse o elo perdido entre os marcos regulatórios e a liberdade de mercado. Se isso, de fato vai acontecer, não sei. Para ser honesto, acho que não. E lamento muito por isso. Mas há gente muito poderosa que ganha muito dinheiro com esse sistema onde papel gera dinheiro sem lastro. Assim podem fabricar outras crises e ganhar mais dinheiro de forma espúria com essa criação perversa. E nesse pecado eu acredito. Esse eu repudio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, voltando ao que a tal crise nos diz respeito diretamente e imbuído de meu lado Rodiney Soares, diria (posso dizer escrevendo, é uma figura de estilo) para distintos que acompanham meu raciocínio -Veja bem: se há quem chore, há quem necessite de lenços. Não há nada de mal em vender lenços, desde que se entenda de fato o que significa isso. Não há dolo ou ausência de ética nisso. O que há, na verdade, é um senso de realismo e oportunidade (sim, não oportunismo) nesse tipo de postura. Quando vendo lenço a quem chora, gero movimento na economia, faço com que costureiras tenham emprego, que o homem do frete receba sua parte, que o dono do posto garanta emprego ao frentista, que a fábrica de tecidos tenha que contratar novas pessoas, que os vendedores de quentinhas tenham mais clientes, que isso tudo chegue ao homem do campo e, finalmente, que possamos oferecer um choro mais confortável aos que estiverem chorando. Por que chorar, sem sequer ter um lenço por perto...ninguém merece. Vai um aí?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que acredito é que cada empresário, empreendedor, cidadão, enfim, precisa encontrar o seu lenço. As passagens aéreas internacionais subiram 25%? Ótimo para o turismo nacional. Mas as nacionais também subiram 17%? Ótimo para as dezenas de lugares maravilhosos que estão ao alcance de um tanque de gasolina e que não conhecemos. Mas...sabemos que eles existem? As agências de turismo nos informam desses lugares? Ou são simplesmente replicadoras de pacotes formatados por operadoras que oferecem produtos também pela internet? Os donos desses lugares os tratam de forma profissional, ou cada vez que têm possibilidade exploram o turista em vez de explorar o turismo? Ao menos nos informam sobre esses lugares e que eles estão ao nosso alcance? Ora, ninguém perdeu o prazer em viajar, em ter momentos felizes de lazer. O setor precisa se reinventar, criar novas formas de atrair um público que aí está, sequioso por boas ofertas. Se forem ótimas, então, é chupetinha no mel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Menos carros zero? Oportunidade para lanterneiros e mecânicos. Impossibilidade com gastos de luxo? Oportunidade para setores que trabalham com reformas de tudo; de estofadores a pedreiros. Pouco dinheiro para o mercado de entretenimento? Que tal resgatar pessoas que não têm o costume de assistir a espetáculos viabilizando o preço dos ingressos para esse público e ganhando na escala? Que tal uma parceria com o boteco ao lado do teatro do tipo: compre um ingresso, ganhe um chope e sente ao lado dos atores do espetáculo depois da peça?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso que há alguns produtos meus que estou seguro que venderei como nunca antes (vou livrar-los do “na história desse país”) nesse 2009, a saber. Uma showlestra  chamada “Vendedor de Sonhos”, uma outra intitulada “Quando o Atendimento é um Show”, ambas também são apresentadas em formato de palestra (a diferença é que nas Showlestras eu vou desenvolvendo os assuntos cantado, acompanhado de uma banda). Os seminários de Habilidades de Comunicação com Grupos, onde buscamos desenvolver nos participantes, através de técnicas dramáticas, aplicadas a técnicas de apresentação, a competência para apresentar produtos, idéias e serviços com segurança e autonomia, os de Desenvolvimento de Pensamento Criativo e Liderança, isso sem falar nos trabalhos que farei sobre atendimento com foco do cliente, junto a empresas que sabem que o desenvolvimento de seus funcionários é um dos pilares mais importantes na sustentação das empresas que verão oportunidades reais de crescimento e divisão de renda nessa tão falada crise. É isso. Eu tinha um artigo para escrever falando sobre a crise. O fiz e ainda encontrei uma oportunidade para fazer um comercial do meu trabalho. Não vou ficar com os cabisbaixos que estão aí sofrendo pela crise. Nasci para fazer sucesso, ser feliz. Não para andar choromingando pelos cantos. Sou empreendedor. Sou realizador dos meus sonhos e dos sonhos dos outros. Sou vendedor. Aliás, se perguntarem a você quantos vendedores têm em sua empresa e a resposta não for: todos os funcionários, tenho uns lenços aqui para vender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2009, muitos vão chorar; outros vão vender lenços. Por tudo o que expus acima, eu já decidi de que lado estarei. E você? Já decidiu? Feliz 2009. Se você quiser.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3504897643134249743-7411800820459289049?l=tonneumann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tonneumann.blogspot.com/feeds/7411800820459289049/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3504897643134249743&amp;postID=7411800820459289049' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3504897643134249743/posts/default/7411800820459289049'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3504897643134249743/posts/default/7411800820459289049'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tonneumann.blogspot.com/2009/01/escrevi-esse-artigo-no-final-de-2008-e.html' title=''/><author><name>Ton Neumann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15823789921959307263</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3504897643134249743.post-8851102609166827693</id><published>2009-01-07T13:26:00.002-02:00</published><updated>2009-01-07T13:33:02.117-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='São João Ubaldo Ribeiro'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Um de meus santos de devoção é esse: São João Ubaldo Ribeiro. Santo Porreta, chagado em água benta curtida no carvalho, traz ensinamentos fantásticos como os que se seguem, para profissionais que vivem daquilo que produzem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Com a palavra, o Santo.&lt;/span&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_2LyQghJA45c/SWTJ5h15rfI/AAAAAAAAABc/1sAWpPDOjUo/s1600-h/farol03.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5288573852613979634" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_2LyQghJA45c/SWTJ5h15rfI/AAAAAAAAABc/1sAWpPDOjUo/s320/farol03.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O Conselheiro Come (I)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Quando eu era estudante em Salvador, tinha sempre um colega ou professor especialista em histórias sobre Ruy Barbosa, a maior parte delas com certeza inventada. Não pode ser verdadeira, por exemplo, a anedota segundo a qual ele chegou a Londres e publicou um anúncio no Times: "Ensina-se inglês aos ingleses". Também não boto muita fé em que ele se distraía arrolando dezenas de sinônimos para "chicote" ou "prostituta", embora até hoje existam muitos conterrâneos meus que se aborrecem com quem desmente essas e outras alegações.&lt;br /&gt;Mas há histórias sobre ele em que acredito. Uma delas, aliás, nem o tem como protagonista, mas, sim, sua mulher. Dizem que, procurado para dar um parecer ou realizar um trabalho qualquer, Ruy Barbosa, como acontece com muitos intelectuais, não costumava puxar o assunto do pagamento. E contam que, depois de ver o marido explorado com freqüência, a mulher dele chamava o visitante para uma conversinha, na saída. Perguntava se tinham acertado alguma remuneração e, como a resposta era quase sempre negativa, ela, delicadamente, pedia ao visitante que voltasse e combinasse um pagamento. &lt;br /&gt;- O conselheiro come... - explicava ela. &lt;br /&gt;Pois é, o conselheiro comia. E eu, apesar de não ser nem conselheiro nem Águia de Haia, também como. Mas creio que há muita gente que acha que escritores, de modo geral, não comem, nem precisam de dinheiro para nada. Como tudo mais, deve ser culpa da imprensa, que costuma falar em escritores de best-sellers internacionais, os quais ganham dois milhões de dólares por mês, papam nove entre cada dez estrelas de cinema e têm vastas coleções de carros e relógios de luxo. A verdade, ai de nós, é que a maior parte dos escritores, não só aqui como no mundo todo, tem que se virar de várias formas para conseguir viver modestamente.  &lt;br /&gt;Acho que foi o Paulo Francis que se queixou, já faz algum tempo, do volume de trabalho de graça que aqui esperam dele. Agora me queixo eu. O Brasil, me parece, é campeão nesse tipo de prática. As pessoas esperam que o escritor trabalhe de graça o tempo todo e ficam grandemente ofendidas quando ele se recusa. Há poucos dias, um grupo de estudantes universitários passou para mim a tarefa que lhes tinha sido incumbida pelo seu professor de literatura brasileira e, como eu não concordei em fazer o trabalho por eles, ficaram aborrecidíssimos e só faltaram xingar toda a minha árvore genealógica. Para não falar que, mesmo que eu quisesse fazer o trabalho, não saberia responder a perguntas do tipo "como caracterizar sua inserção no contexto da literatura brasileira pós-moderna". &lt;br /&gt;As encomendas de trabalhos escolares aparecem mais ou menos a cada mês. Já originais de livros para meu exame chegam todos os dias. A impressão que tenho é que a maior parte dos autores deseja que eu largue tudo o que estiver fazendo, leia sofregamente os originais, adore tudo, escreva um prefácio arrebatado e edite o livro - após o que ele passará a ganhar dois milhões de dólares por mês, a papar nove em cada dez estrelas de cinema e, enfim, viver essa vidinha de escritor. E, na verdade, a pessoa não quer uma opinião sincera, como sempre alega. Quer, o que, aliás, é natural, receber a confirmação de seu talento. Mas, se eu fosse ler todos os originais que me surgem, não faria outra coisa na vida. Além disso, tenho muito pudor de dar opinião sobre o trabalho alheio, não me acho qualificado. E fico sem graça e me sentindo culpado porque não posso ler os originais. Não é justo, pois não posso mesmo, mas é o que acontece.&lt;br /&gt;Entrevista é outro trabalho de lascar. Parece-me que a entrevista devia ser destinada a obter informações que ainda não tenham sido tornadas públicas. Por exemplo, todo mundo que já ouviu falar de mim sabe que eu sou baiano e moro no Rio. Contudo, a esmagadora maioria dos entrevistadores começa perguntando onde nasci e se ainda moro em Itaparica. Uma repórter iniciou sua entrevista perguntando se eu era escritor. As perguntas são invariavelmente as mesmas e podiam ser respondidas com uma olhada nos arquivos do jornal ou revista, mas eu tenho de dar a entrevista e, novamente, trabalhar de graça. Não agüento mais contar que livros publiquei, que gosto de escrever de manhã, que aprendi inglês quando era menino, que nasci em Itaparica e passei a infância em Sergipe etc. etc. etc. &lt;br /&gt;No caso da televisão costuma ser pior. Todo mundo que trabalha em televisão, aqui neste país onde ela é das coisas mais importantes que existem, se acha o máximo porque trabalha na televisão. A síndrome de Bozó, do Chico Anysio, assume várias formas. Os seguranças tratam a gente como lixo, devendo dar-se por felicíssima por ter a chance de aparecer na tevê. Para trabalhar de graça, a gente tem de comparecer ao estúdio, identificar-se, botar crachá, ficar esperando e obedecer ordens estranhas, tais como não olhar para a pessoas com quem se está falando, mas para a câmera. Uma vez me fecharam num cubículo durante um tempo interminável e aí, amedrontado, fugi. De vez em quando, alguém fica indignado porque uso óculos e dá reflexo, ou porque sou careca e também dá reflexo, quase me obrigando a pedir desculpas por existir. &lt;br /&gt;O interessante é que, se o camarada é amigo do dono do armazém ou da quitanda, não lhe ocorre pedir para fazer a feira da semana de graça. Afinal, trata-se de um negócio, sobrevive-se daquilo. O escritor e o jornalista também sobrevivem de seu trabalho, mas parece que ninguém acredita nisso. Volta e meia sou levado a crer, pelo jeito imperioso com que freqüentemente me intimam a trabalhar de graça, que acham que recebo um estipêndio do governo para exercer essas funções. Quando, certa feita, aceitei pagamento para escrever e assinar um anúncio, caíram de pau em cima de mim e dos outros que toparam o mesmo serviço, como se tivéssemos vendido nossas santas e puras almas ao diabo. Sei que talvez fizesse muito melhor figura de escritor se vivesse bebum, esmolambado e tomando uns trocados emprestados aqui e ali. Mas, infelizmente, me falta vocação, devo ser um falso escritor, nem milionário nem miserável. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O Conselheiro Come (II)&lt;br /&gt;No relacionamento com o público, escritores e jornalistas não são como atores ou cantores. Estes sentem de pronto, pelo aplauso ou pela vaia, se agradaram ou não. Aqueles só de vez em quando sabem se o que publicaram foi bem recebido pelos leitores, através de uma eventual carta ou encontro casual. Assim mesmo, quando a reação é negativa, as pessoas geralmente evitam revelá-la diretamente. Aplaudir ou vaiar é mais fácil, porque se trata de um comportamento grupal. Já chegar individualmente ao infeliz escrevinhador e jogar-lhe na cara que o que ele cometeu é ruim fica mais difícil.&lt;br /&gt;Creio, contudo, ser uma exceção, pelo menos parcial, porque tenho críticos severos, alguns deles meus amigos, como o taxista Carlão, exemplar profissional do volante que faz ponto no Jardim Botânico. De modo geral, Carlão gosta do que eu escrevo aqui, mas, de vez em quando, sem muita sutileza, mas amistosamente, opina que "aquela do domingo passado estava meio chata", ou me diz que eu devia estar com azia, no dia em que escrevi isso ou aquilo. Um senhor esguio e de porte altivo, geralmente demonstrando estar com umas duas talagadas no juízo, de vez em quando me detém, ao nos toparmos na rua, para apertar minha mão e cumprimentar-me vivamente. Em compensação, há dias, embora raros, em que apenas me acena de longe e grita:&lt;br /&gt;-Olha aí, a de hoje estava uma desgraça! Foi você mesmo que escreveu? Olha o nível, atenção!&lt;br /&gt;Rio amarelo, prometo tentar caprichar na próxima. Raciocino que, se o sujeito gasta seu dinheiro para comprar o jornal, tem o direito de criticar a mercadoria. Que é que vou fazer, quem sai na chuva é para se molhar e, afinal, estamos numa democracia e a livre manifestação da opinião é sagrada. Não vou ser hipócrita e dizer que não gosto de elogio e não me chateio com críticas negativas, mas faço um sincero esforço para me comportar com a elegância possível, tanto num caso quanto no outro.&lt;br /&gt;E, quando uma crônica ou artigo dá, digamos assim, ibope, sinto uma espécie de felicidade secreta, entre as cartas de aprovação, faxes (precisamos resolver esse plural de fax, palavra que o Aurélio ainda não registra; já que sou o caçulinha, vou perguntar aos mais velhos, lá na Academia) entusiásticos, aplausos em botecos e outras demonstrações. E os ibopes mais altos muitas vezes são uma surpresa para mim. Foi o que aconteceu com uma crônica (ou artigo, sei lá; vou também perguntar sobre isso na Academia), publicada há uns dois ou três domingos, em que eu, mencionando a preocupação da mulher do conselheiro Ruy Barbosa com que pagassem pelo trabalho de seu marido, comentava como querem que escritores e similares trabalhem de graça, aqui no Brasil.&lt;br /&gt;Meninos, só vocês vendo. Até hoje chegam mensagens de solidariedade e não somente de escritores e jornalistas, mas de todo tipo de profissional, o que parece indicar que há mais sopeiros e folgados entre nós do que suspeitamos à primeira vista. Jorge Amado, ainda hospitalizado, mandou transmitir calorosas felicitações e afirmou que, doravante, vai enviar minha crônica a todo mundo que lhe pedir para trabalhar de graça - ou seja, algumas centenas, ou milhares, de caras-de-pau. O festejado romancista Antônio Torres me telefonou, para, com a voz embargada de entusiasmo condoreiro, fazer um discurso de aprovação. A bela e também festejada escritora Ana Maria Machado fez a mesma coisa. E mais outros, que os neurônios que já não disparam deletaram (não é assim que se diz, hoje em dia?) da minha pobre memória.&lt;br /&gt;Dois médicos, igualmente indignados, me mandaram cartas, contando como são praticamente forçados a dar consultas grátis. Um deles, cardiologista, deu para variar seus horários de calçadão. Andava de manhãzinha, mas a "clientela" aumentou tanto que ele não podia mais andar, pois tinha de parar a cada minuto, para tomar o pulso de um, receitar um vasodilatador para outro e ouvir sem acreditar um sujeito lhe pedir para levar o estetoscópio e o esfigmomanômetro (medidor de pressão arterial; desculpem o palavrão, mas o Aurélio diz que tensiômetro está em desuso) para a praia, a fim de melhor servir a seus pacientes. O outro não atende mais telefone, porque, na quase totalidade dos casos, do outro lado da linha está um consulente aflito, querendo só o nome de um remedinho para o pâncreas, ou para o fígado, ou para frieira no dedão.&lt;br /&gt;Um pintor, que preferiu não se identificar, disse por fax que não agüenta mais os pedidos de quadros de presente, com promessas de pendurá-los em local de destaque. Também se queixou de que vivem lhe mandando listas de presentes de casamento em que se comunica que se espera dele um ou dois quadros. Chico Simões, o filosófico (escola estóico-pragmática) proprietário lusitano do celebrado boteco Tio Sam - onde o general Figueiredo inaugurou outro dia a mesa presidencial, com um frugal almoço de carne-seca desfiada, tutu, couve picadinha e pudim de leite-, já perdeu a conta dos fregueses que acham pagar uma formalidade desnecessária. Ele pendurou um quadro-negro com os nomes dos que preferiram desaparecer a pagar ("temos saudades de Fulano, Sicrano e Beltrano", lê-se no quadro, mas o pessoal não se sensibiliza). É a vida, filosofa Chico.&lt;br /&gt;Enfim, fiz grande sucesso. Exceto, é claro, entre a minha clientela de trabalho gratuito, que continua firme. Na semana passada, houve dias em que recebi quatro ou cinco solicitações. Tive que aceitar umas duas, pois era isso ou abater o solicitante a tiros. Bem, é a vida, filosofo eu. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O Conselheiro Come (III)&lt;br /&gt;Para quem não sabe ou não se recorda, tenho que explicar. Já escrevi aqui duas vezes a respeito de como a mulher de Ruy Barbosa (sei que a norma culta agora manda usar i, mas, se eu grafar "Rui", corro o risco de ser linchado na Bahia), ao perceber que não teria ocorrido a seu marido estabelecer preço para os serviços que lhe confiavam, chamava o freguês e observava discretamente que ele tinha de pagar pelo trabalho.&lt;br /&gt;- O conselheiro come... - lembrava ela.&lt;br /&gt;O conselheiro, que por sinal passou dos setentinha, façanha digna de nota em sua época, deve ter sempre comido adequadamente. Mas, metaforizando-o para os dias de hoje, está cada vez mais difícil o conselheiro comer. Nós, brasileiros, costumamos conceber o trabalho intelectual ou artístico como algo que devia ser pago pelo governo, ou qualquer coisa assim, ou então não devia ser pago de forma nenhuma. Na verdade, creio mesmo que há uma conspiração em andamento para acabar com o trabalho intelectual, obrigando os nefelibatas que se dedicam a ele a procurar coisas mais sérias para fazer, como construir prédios auto-implosivos na Barra da Tijuca.&lt;br /&gt;Lemos que Bill Gates, dono de 20% da Microsoft, é o homem mais rico do mundo e sua empresa vale mais do que as economias de muitos países. Mas o patrimônio de sua empresa não é físico. É intelectual, está no que produzem as cabeças a que ele paga (bem) para pensarem para ele. Em todo o mundo, sabe-se que o capital do presente é o conhecimento. E se investe prioritariamente em educação, pesquisa e cultura em geral. Mas aqui, não. Aqui, a começar pelos professores de todos os níveis, educação chega a parecer um luxo e os profissionais que se dedicam a ela recebem às vezes salários que seriam considerados insultuosos como esmola no Buraco Negro de Calcutá.&lt;br /&gt;Não passa pela cabeça de ninguém, porque é amigo do dono da padaria, pedir-lhe fornecimento gratuito de pão, bolo ou café. Mas, se a mercadoria não é propriamente física, pagar é um absurdo, pois quem produz essas coisas vive de brisa e, ao exigir retribuição, mostra-se um vil mercenário, que só pensa em grana. Até a pirataria de livros, discos, cassetes, programas de computador e outros é vista com naturalidade e são considerados otários os que, entre comprar o livro e pegar uma xerox baratinha do trecho que lhes interessam, escolhem a primeira opção. E, como se as empresas e os profissionais que produzem tudo isso não precisassem de remuneração, são até rancorosamente acusados de gananciosos. Só que, naturalmente, no dia em que a pirataria for regra geral, ninguém mais vai escrever, compor, desenvolver ou publicar coisa nenhuma, vai ter é que procurar um emprego que lhe dê um dinheirinho.&lt;br /&gt;Posso falar de cadeira, porque, entre cada dez telefonemas, nove são para que eu trabalhe de graça. Não é trabalho, aliás, que trabalho é para mim escrever 40 linhas aqui, 120 acolá, ler 400 a 800 páginas de originais por dia, fazer palestras, dar entrevistas - e isso tudo sob a permanente pressão de não dar uma escorregada, porque, se der, caem de pau? Não sou só eu, naturalmente, é todo mundo mais ou menos de meu ramo. Meu festejado colega Mario Prata, por exemplo, acaba de receber desvanecedor convite para comentar futebol, numa cadeia nacional de televisão. Sim, quanto pagavam? Nada, claro, ficaram até muito decepcionados porque o Mario falou em dinheiro, pensavam que ele era sincero, ao professar amor por futebol.&lt;br /&gt;E mais muitas outras ele me conta, não só dele como de outros padecentes.&lt;br /&gt;Quanto a mim, creio que o repertório atinge os índices olímpicos sem dificuldade. Tenho duas ou três novidades ilustrativas. Uma é um grande banco, que está promovendo um concurso literário de monta, coisa importante mesmo. Aí me telefonaram. Haverá uma comissão julgadora, que lerá os milhares de originais (ou livros, não sei bem) que certamente serão submetidos e fará uma triagem. Sobrarão pouco menos de 40 títulos para três prêmios finais. A atribuição desses três prêmios finais caberá a uma comissão de notáveis, para cuja composição eu estava sendo convidado. Mui honroso, pensei, mas quanto pagam por esse trabalho? Nada, obviamente, onde já se viu? E perdi mais essa chance de participar de uma comissão de notáveis, não agüento mais a frustração.&lt;br /&gt;O segundo exemplo é de um canal de tevê internacional, se não me engano exclusivamente a cabo, que todo mundo conhece. Está fazendo um programa, ou série de programas, sobre os 500 anos de Brasil.&lt;br /&gt;Telefonaram-me (só porque escrevi um livro chamado Viva o Povo Brasileiro, virei brasileirólogo, nunca mais me liberto disso). Eu falo inglês? Falo, sim, senhor. Ah, muito bem, então estou convidado para dar uma entrevista em inglês, a ser exibida no dito programa.&lt;br /&gt;Perguntas sobre o povo brasileiro, explicações, interpretações, essas coisas bobas que qualquer um pode fazer em cinco minutos, com segurança e em inglês. Pois não, pois não, quanto pagam por esse trabalho? Nada, naturalmente, e lá se foi a chance de eu me exibir falando inglês na tevê internacional.&lt;br /&gt;O pior é que tem muita gente que topa e, assim, trabalhadores como o Mario Prata e eu continuam repulsivos mercenários. E também se aceitam "pagamentos simbólicos", embora o supermercado da esquina se recuse a receber símbolos. Enfim, imagino eu, tudo pela glória. No meu caso, infelizmente, tenho de deixar a glória para depois, o conselheiro persiste em comer. Até mesmo porque descobri que o banco a que pago para guardar meu dinheiro (não digo o nome porque quem acaba sendo preso sou eu) tem um sistema de segurança falho, que permitiu que alguém clonasse meu cartão, soubesse minha senha e me depenasse aos bocadinhos durante meses. Agora tenho de me virar; vou ali, pedir uma cesta básica às Musas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3504897643134249743-8851102609166827693?l=tonneumann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tonneumann.blogspot.com/feeds/8851102609166827693/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3504897643134249743&amp;postID=8851102609166827693' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3504897643134249743/posts/default/8851102609166827693'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3504897643134249743/posts/default/8851102609166827693'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tonneumann.blogspot.com/2009/01/um-de-meus-santos-de-devoo-esse-so-joo.html' title=''/><author><name>Ton Neumann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15823789921959307263</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_2LyQghJA45c/SWTJ5h15rfI/AAAAAAAAABc/1sAWpPDOjUo/s72-c/farol03.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3504897643134249743.post-4658680924672006846</id><published>2009-01-02T17:29:00.007-02:00</published><updated>2009-01-03T22:46:03.640-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><title type='text'>Cinco Poemas</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_2LyQghJA45c/SV6dMbAktoI/AAAAAAAAABU/aDgTsjH3Or0/s1600-h/2008082710363711216.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5286835849313695362" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 178px; CURSOR: hand; HEIGHT: 236px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_2LyQghJA45c/SV6dMbAktoI/AAAAAAAAABU/aDgTsjH3Or0/s320/2008082710363711216.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;(Dedicado à Cora Coralina) &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;Por que me fizeste isso velha maldita?&lt;br /&gt;Por que me fizeste apaixonar por ti?&lt;br /&gt;Não precisavas Ter-me mostrado a vida,&lt;br /&gt;Eu não queria vê-la&lt;br /&gt;Mas foste erva daninha que cresceu em minha consciência&lt;br /&gt;E hoje&lt;br /&gt;A ti dedico minhas horas e meu fazer poético.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não consigo me esquecer de ti&lt;br /&gt;Nas prostitutas da Voluntários&lt;br /&gt;Não consigo deixar de amar-te nelas.&lt;br /&gt;Pois como elas, dilacerando te arregaças&lt;br /&gt;Deixando que o cheiro de teu sexo&lt;br /&gt;Se evada pela vida em poesia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me mostraste tudo o quanto eu não devia ver&lt;br /&gt;Para desperdiçar meu dom&lt;br /&gt;Em tua docilidade telúrica&lt;br /&gt;Na harmonia entre teus dedos&lt;br /&gt;E a música chorosa que emana&lt;br /&gt;Dos becos da tua Goiás&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na guerreira panteicidade brasileira&lt;br /&gt;Que transborda dos teus versos&lt;br /&gt;Que me fazem revoltar&lt;br /&gt;Contra a suntuosidade dos palácios e gabinetes&lt;br /&gt;Contra aqueles que merecem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mulher parideira&lt;br /&gt;Deste ao mundo mais que filhos&lt;br /&gt;Foste a própria luz&lt;br /&gt;A própria lucidez universal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando pintavas a cara velha e enrugada&lt;br /&gt;Mascarando as marcas que o tempo te fez&lt;br /&gt;Como fosse uma bandeira que se levanta&lt;br /&gt;Dizendo que ainda há muito o que lutar&lt;br /&gt;E que a guerra apenas principia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É por isso que tua poesia&lt;br /&gt;É um canto ecumênico aos homens de boa vontade&lt;br /&gt;Aos homens de força e amor pela vida&lt;br /&gt;É seta que aponta&lt;br /&gt;É ferro que fere&lt;br /&gt;Bálsamo que cura.&lt;br /&gt;É vida. Sobretudo, teu canto é vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aninha das pernas tortas&lt;br /&gt;Espectro do pai moribundo&lt;br /&gt;Doceira de arrabalde&lt;br /&gt;Mal parida. Velha maldita.&lt;br /&gt;Bendita, seja. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;Ton Neumann&lt;br /&gt;Poema do livro "Da Serventia do Poema"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3504897643134249743-4658680924672006846?l=tonneumann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tonneumann.blogspot.com/feeds/4658680924672006846/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3504897643134249743&amp;postID=4658680924672006846' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3504897643134249743/posts/default/4658680924672006846'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3504897643134249743/posts/default/4658680924672006846'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tonneumann.blogspot.com/2009/01/cinco-poemas.html' title='Cinco Poemas'/><author><name>Ton Neumann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15823789921959307263</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_2LyQghJA45c/SV6dMbAktoI/AAAAAAAAABU/aDgTsjH3Or0/s72-c/2008082710363711216.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3504897643134249743.post-3886337882185245324</id><published>2009-01-02T17:21:00.004-02:00</published><updated>2009-01-03T23:07:09.940-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><title type='text'>Do Despertar</title><content type='html'>O rádio toca uma canção sem importância&lt;br /&gt;A noite está silenciosa&lt;br /&gt;No mais, no que vejo&lt;br /&gt;Tudo transfigura a paz.&lt;br /&gt;Ou seria a angústia?&lt;br /&gt;Por que há tanto do que embora eu não veja eu sei&lt;br /&gt;Que às vezes se me torna difícil esquecer o tudo que há&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A essa hora&lt;br /&gt;Os padeiros já trabalham pelo bem de nossos estômagos e de nossos neurônios&lt;br /&gt;De seu suor brota o alimento alheio&lt;br /&gt;E alguns poucos tostões que compõem sua pobreza&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não longe daqui&lt;br /&gt;Prostitutas ganham o sustento nas ruas&lt;br /&gt;Ou no leito dos maridos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a minha noite segue muda&lt;br /&gt;Indiferente a minha suspeita de úlcera e o casamento alheio que adulterei&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O verbo amar já se me faz obsoleto&lt;br /&gt;O construir me traz suspeitas de impotência&lt;br /&gt;Pensar me traz de volta algum passado,&lt;br /&gt;Que não é algum&lt;br /&gt;É aquele do qual fazes parte&lt;br /&gt;E tento esquecer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro de alguns instantes&lt;br /&gt;As luzes das vilas e das favelas começarão a se acender&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mulheres com varizes nas pernas e corrimento vaginal&lt;br /&gt;Sovaco fedendo, ranho escorrendo pelo nariz&lt;br /&gt;Ameaça de tuberculose e cheirando a porra&lt;br /&gt;Irão preparar as marmitas para os maridos&lt;br /&gt;Que gozam os últimos quinze minutos de sono&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A comida que irá com eles já estará pronta&lt;br /&gt;É fria, às vezes azeda, outras insosa&lt;br /&gt;E sempre, isso sempre, é uma comida pobre.&lt;br /&gt;Reflete bem o estado de miséria em que vive nossa gente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém que jamais comeu uma comida assim&lt;br /&gt;Sabe, ou é capaz de imaginar, a desgraça que é&lt;br /&gt;Comê-la em meio ao cimento, de colher&lt;br /&gt;Sentado no chão, entre gente que come de boca aberta e faz barulho ao mastigar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, é desta mesma comida que seus filhos comerão&lt;br /&gt;Seus filhos sujos que dormem amontoados&lt;br /&gt;Entre incestos, verminoses e marcas das pancadas que recebem de seus próprios pais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seus filhos vendedores de amendoins, chicletes e flores&lt;br /&gt;Nas varandas dos bares&lt;br /&gt;Seus filhos malditos por nós e por nossos filhos&lt;br /&gt;Seus filhos marcados pela doença e pelo analfabetismo&lt;br /&gt;Cujo futuro mais tênue se resume sob sete palmos de terra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mulher, que também faz parte deste contexto,&lt;br /&gt;Agora sacode o marido avisando que a marmita já está pronta&lt;br /&gt;E que sua hora chegou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele se levanta irritado, sai do barraco e vai até a bica&lt;br /&gt;Passa uma água na cara.&lt;br /&gt;É hora do desjejum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O café será fraco como um mijo e acompanhado apenas de um resto de pão dormido&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois sai sem se despedir&lt;br /&gt;Trem, ônibus, andaime, ônibus, trem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para no outro dia, quando o sol tornar a nascer&lt;br /&gt;Ter que viver essa mesma merda de vida outra vez&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu aqui,&lt;br /&gt;Me lastimando pelo nosso amor que nada construiu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ton Neumann&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poema de abertura do livro "Da Serventia do Poema"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3504897643134249743-3886337882185245324?l=tonneumann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tonneumann.blogspot.com/feeds/3886337882185245324/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3504897643134249743&amp;postID=3886337882185245324' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3504897643134249743/posts/default/3886337882185245324'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3504897643134249743/posts/default/3886337882185245324'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tonneumann.blogspot.com/2009/01/do-despertar.html' title='Do Despertar'/><author><name>Ton Neumann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15823789921959307263</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3504897643134249743.post-1588475323967700003</id><published>2009-01-02T14:52:00.003-02:00</published><updated>2009-01-02T17:27:53.471-02:00</updated><title type='text'>Já que falei em novas regras ortográficas: minha contribuição</title><content type='html'>Fiz uma adaptação do que foi publicado no portal G1, por orientação do professor Sérgio Nogueira, que além de grande estudioso da língua é um ser humano fora de série. Ave, Sérgio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As novas regras ortográficas estão valendo desde o dia 1º de janeiro de 2009. De acordo com o decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Sabem de quem se trata, não? O incompetente cachaceiro e semi-analfabeto que sancionou uma lei seca e uma reforma ortográfica) que , até 2012 valem as duas formas de escrever: a antiga e a nova. No Ano Novo começa o chamado “período de transição”. Portugal, que também aprovou o acordo ortográfico, adotará as novas regras até 2014.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O guia abaixo traz as mudanças que já estão definidas. Ainda há exceções - por exemplo, no uso do hífen - que deverão ser discutidas entre as Academias de Letras dos países que falam a língua portuguesa. Espera-se que a Academia Brasileira de Letras organize um vocabulário até fevereiro de 2009. Vale lembrar que o que muda é a grafia. Ou seja, nada de pronunciar “lin-gui-ça”. A fala continua a mesma, mesmo sem os dois pontinhos em cima do “u”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alfabeto:&lt;br /&gt;As letras K,W e Y voltam a fazer parte do alfabeto da língua portugesa no Brasil que, assim, passa a ter 26 letras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trema – desaparece em todas as palavras&lt;br /&gt;Antes:&lt;br /&gt;Freqüente, lingüiça, agüentar&lt;br /&gt;Agora:&lt;br /&gt;Frequente, linguiça, aguentar&lt;br /&gt;* Fica o acento em nomes como Müller&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acentuação 1 – some o acento dos ditongos abertos éi e ói das palavras paroxítonas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes:&lt;br /&gt;Européia, idéia, heróico, apóio, bóia, asteróide, Coréia, estréia, jóia, platéia, paranóia, jibóia, assembléia&lt;br /&gt;Agora:&lt;br /&gt;Europeia, ideia, heroico, apoio, boia, asteroide, Coreia, estreia, joia, plateia, paranoia, jiboia, assembleia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acentuação 2 – some o acento no i e no u tônicos depois de ditongos, em palavras paroxítonas&lt;br /&gt;Antes:&lt;br /&gt;Baiúca, bocaiúva, feiúra&lt;br /&gt;Agora:&lt;br /&gt;Baiuca, bocaiuva, feiura&lt;br /&gt;* Se o i e o u estiverem na última sílaba, o acento continua como em: tuiuiú ou Piauí&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acentuação 3 – some o acento circunflexo das palavras terminadas em êem e ôo (ou ôos)&lt;br /&gt;Antes:&lt;br /&gt;Crêem, dêem, lêem, vêem, prevêem, vôo, enjôos&lt;br /&gt;Agora:&lt;br /&gt;Creem, deem, leem, veem, preveem, voo, enjoos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acentuação 4 – some o acento diferencial&lt;br /&gt;Antes:&lt;br /&gt;Pára, péla, pêlo, pólo, pêra, côa&lt;br /&gt;Agora:&lt;br /&gt;Para, pela, pelo, polo, pera, coa&lt;br /&gt;* Não some o acento diferencial em pôr (verbo) / por (preposição) e pôde (pretérito) / pode (presente). Fôrma, para diferenciar de forma, pode receber acento circunflexo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acentuação 5 – some o acento agudo no u forte nos grupos gue, gui, que, qui, de verbos como averiguar, apaziguar, arguir, redarguir, enxaguar&lt;br /&gt;Antes:&lt;br /&gt;Averigúe, apazigúe, ele argúi, enxagúe você&lt;br /&gt;Agora:&lt;br /&gt;Averigue, apazigue, ele argui, enxague você&lt;br /&gt;Observação: as demais regras de acentuação permanecem as mesmas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hífen – veja como ficam as principais regras do hífen com prefixos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prefixos: Agro, ante, anti, arqui, auto, contra, extra, infra, intra, macro, mega, micro, maxi, mini, semi, sobre, supra, tele, ultra...&lt;br /&gt;Usa hífen:&lt;br /&gt;Quando a palavra seguinte começa com h ou com vogal igual à última do prefixo: auto-hipnose, auto-observação, anti-herói, anti-imperalista, micro-ondas, mini-hotel&lt;br /&gt;Não usa hífen:&lt;br /&gt;Em todos os demais casos: autorretrato, autossustentável, autoanálise, autocontrole, antirracista, antissocial, antivírus, minidicionário, minissaia, minirreforma, ultrassom&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prefixos: Hiper, inter, super&lt;br /&gt;Usa hífen:&lt;br /&gt;Quando a palavra seguinte começa com h ou com r: super-homem, inter-regional&lt;br /&gt;Não usa hífen:&lt;br /&gt;Em todos os demais casos: hiperinflação, supersônico&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prefixo: Sub&lt;br /&gt;Usa hífen:&lt;br /&gt;Quando a palavra seguinte começa com b, h ou r: sub-base, sub-reino, sub-humano&lt;br /&gt;Não usa hífen:&lt;br /&gt;Em todos os demais casos: subsecretário, subeditor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prefixo: Vice&lt;br /&gt;Usa hífen:&lt;br /&gt;Sempre: vice-rei, vice-presidente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prefixo: Pan, circum&lt;br /&gt;Usa hífen:&lt;br /&gt;Quando a palavra seguinte começa com h, m, n ou vogais: pan-americano, circum-hospitalar&lt;br /&gt;Não usa hífen:&lt;br /&gt;Em todos os demais casos: pansexual, circuncisão&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3504897643134249743-1588475323967700003?l=tonneumann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tonneumann.blogspot.com/feeds/1588475323967700003/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3504897643134249743&amp;postID=1588475323967700003' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3504897643134249743/posts/default/1588475323967700003'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3504897643134249743/posts/default/1588475323967700003'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tonneumann.blogspot.com/2009/01/trema-desaparece-em-todas-as-palavras.html' title='Já que falei em novas regras ortográficas: minha contribuição'/><author><name>Ton Neumann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15823789921959307263</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3504897643134249743.post-6484022834206781442</id><published>2009-01-02T14:31:00.000-02:00</published><updated>2009-01-02T14:32:54.901-02:00</updated><title type='text'>Primeira Postagem</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Ano Novo, Blog Novo.Na verdade primeiro Blog. Como já tenho uma home page destinada a minha atividade como consultor, esse é um espaço mais pessoal, destinado a reflexões, poesias, imagens, fotos e comentários de minhas viagens pelo mundo, letras de música (minhas e de outros compositores) e o que mais me aprouver.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;E lá vamos nós, de gramática nova e muitas dúvidas sobre a hifenização.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Primeira postagem a postos, aprendendo a lidar com esse novo espaço.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Ton Neumann&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Aprendiz de Gente &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3504897643134249743-6484022834206781442?l=tonneumann.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tonneumann.blogspot.com/feeds/6484022834206781442/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3504897643134249743&amp;postID=6484022834206781442' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3504897643134249743/posts/default/6484022834206781442'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3504897643134249743/posts/default/6484022834206781442'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tonneumann.blogspot.com/2009/01/primeira-postagem.html' title='Primeira Postagem'/><author><name>Ton Neumann</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15823789921959307263</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
